Amigos suspeitam que jovem espancado tenha sido sequestrado - O Democrata - O Democrata O Democrata - Noticia toda hora

Amigos suspeitam que jovem espancado tenha sido sequestrado

Colegas suspeitam que jovem encontrado ferido e desmaiado possa ter sido levado à força de casa, pois chaves, óculos e documentos ficaram no imóvel

Regional

2 semanas atrás
O mistério envolvendo o intervalo de tempo entre o desaparecimento de Jelder Eric de Sousa Lourenço, 25 anos, no último sábado, e a descoberta do seu paradeiro, sob a ponte Honestino Guimarães, ao lado do Clube da Associação dos Servidores do Senado Federal (Assefe), no Setor de Clubes Esportivos Sul, há três dias, faz amigos e familiares da vítima suspeitarem de que ele tenha sido levado do seu apartamento, no Bloco H da 712 Norte. O rapaz está internado no Hospital de Base do Distrito Federal. A Polícia Civil procura pistas para entender a razão de ele ter sido espancado a aproximadamente 10 quilômetros de casa. Nenhum suspeito havia sido preso ou identificado, até a noite de ontem.

Amigo de Jelder, o jornalista Leonardo Dalla, 34 anos, diz que a hipótese de sequestro surgiu devido à chave do imóvel e um óculos de grau terem sido deixados no apartamento e ao fato de a porta da residência da vítima ter ficado aberta. “O Jelder nunca sai de casa sem as chaves. Mesmo que seja para ir ao apartamento vizinho. Ele só conseguiria entrar no imóvel se estivesse com a chave. Além disso, ele precisa dos óculos, pois não enxerga muito bem”, explicou.

Além das chaves e dos óculos, Jelder sumiu deixando telefone celular e documentos pessoais, em casa. Leonardo comentou ainda que o amigo não havia marcado nenhum compromisso para a noite de sábado. A última pessoa com quem ele conversou foi a mãe, por meio de um aplicativo de mensagens. “Nós olhamos no celular dele e não havia nenhuma conversa ou ligação para alguém desconhecido”, comentou Leonardo.

Leonardo acredita que o amigo possa ter sido capturado quando descia para a portaria do prédio. Não há sinais de invasão no apartamento de Jelder. “Do jeito que as coisas estão (dentro do imóvel) é como se ele tivesse saído para ir à portaria e voltaria rapidamente. Nada foi tirado do lugar. O motivo do seu desaparecimento é estranho para todos nós”, comentou Leonardo.

Medo
Câmeras de segurança da Assefe e das proximidades da ponte podem ajudar a Polícia Civil a identificar os agressores. Amigos do jovem acreditam que ao menos duas pessoas participaram do ataque. “Em condições lúcidas, o Jelder encara qualquer um de igual para igual. Portanto, achamos que os golpes não vieram de apenas uma pessoa”, observou Leonardo. De acordo com o amigo, Jelder tem aproximadamente 1,76m e pesa cerca de 78kg.

A não identificação dos envolvidos gerou preocupação nos amigos e familiares do jovem. “Enquanto essas pessoas continuarem no anonimato, será um cenário de terror para todos. Os pais do Jelder não se pronunciam por medo de represálias”, lamentou.

Agredido diversas vezes no rosto e na cabeça, Jelder teve traumatismo cranioencefálico e um trauma na face. Ele deu entrada à unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital de Base na terça-feira. O seu quadro era grave, mas estável, até a noite de ontem. Ainda desacordado e sedado, o jovem respira por meio de ventilação mecânica. Os médicos aguardavam que o inchaço no seu rosto e cabeça diminuíssem, para fazer novas radiografias a fim de detectar a seriedade das lesões.

Circula na internet uma vaquinha destinada a arrecadar fundos para auxiliar no tratamento e na recuperação de Jelder. Lançada terça-feira, a iniciativa conseguiu juntar mais de R$ 28 mil, até ontem. Aproximadamente 350 pessoas fizeram doações, incluindo moradores da cidade natal do jovem, Macaubal (SP). Na página de arrecadação, muitos deixaram mensagens de apoio à vítima.

“Ele (Jelder) é uma pessoa ótima. Meu coração se enche de tristeza em saber do acontecido. Estou na torcida pela rápida recuperação das feridas do corpo e da alma de Jelder, e para que o ódio não tenha tanto poder sobre as pessoas ao ponto de desumanizá-las e permitir que causem esse tipo de sofrimento aos outros”, comentou um anônimo. “
Parte do dinheiro deve servir também para auxiliar na estadia dos pais do sociólogo, que vieram de São Paulo para acompanhar o filho.
Fonte: Correio Braziliense
últimas noticias
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade