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Buritizáveis fazem promessas na cultura após incêndio em museu no Rio

Declarações foram dadas depois de o secretário da pasta no DF admitir que equipamentos culturais da capital estão sucateados

Política

3 semanas atrás

Dois dias após o incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, os candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF) miraram a artilharia, nesta terça-feira (4/9), para se comprometerem com a cultura local. As declarações foram dadas após o secretário da pasta, Guilherme Reis, admitir que os equipamentos culturais da capital estão sucateados.

Alberto Fraga (DEM) prometeu focar a manutenção e recuperação desses espaços. “Muita gente acha que é investir em algo desnecessário, mas trata-se de prevenção. Há recursos para isso, mas o problema é que o brasileiro só se protege depois da porta arrombada”, declarou o democrata.

Pelas redes sociais, o general Paulo Chagas (PRP) não chegou a se comprometer com a cultura distrital, mas, ao atacar o descaso da gestão federal com os patrimônios culturais do país, lembrou sobre a importância de se priorizar a área. “Deixamos queimar o bom passado, a verdadeira cultura, o testemunho de que já fomos um grande país. Que a dor dessa queimadura moral nos faça refletir sobre a realidade do presente e sobre o futuro que ainda podemos construir”, registrou.

Durante a agenda desta terça-feira (4), a postulante pelo Pros ao Palácio do Buriti, Eliana Pedrosa, fez um paralelo entre o incêndio do Museu Nacional fluminense e a situação dos equipamentos culturais do DF. “Aqui não está muito diferente. O Museu de Arte de Brasília [MAB] está fechado há muito tempo e não sabemos nem o estado em que as peças se encontram, se foram roubadas ou danificadas”, pontuou.

Eliana assegurou que não vai deixar a cultura local desaparecer, mesmo reconhecendo não ter um projeto pronto para a recuperação dos equipamentos públicos. “A reforma do Teatro Nacional  está demorando mais tempo do que a construção de Brasília. É um absurdo”, avaliou.

Saúde 
Também pelas redes sociais, o emedebista Ibaneis Rocha criticou o descaso do atual governo com a saúde da população do DF. “O Distrito Federal tem plena capacidade de cuidar bem da sua população. Só falta vontade. Vou devolver o respeito aos servidores da Saúde, implementar tecnologia de ponta e acabar com as filas”, declarou.

Outros candidatos ao GDF preferiram investir o discurso em outras áreas, que, segundo eles, serão prioritárias. Rogério Rosso (PSD) aproveitou para atacar os números apresentados pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) para justificar a impossibilidade de conceder reajuste ao funcionalismo público local.

Ao abordar o tema, o pessedista disse que o rival “inventa números para justificar a incompetência dele”. “Ou não sabe fazer contas ou age de má-fé”, atacou, referindo-se ao valor de R$ 4 bilhões que o governador disse ser necessário para atender reivindicação dos policiais civis e dar a terceira parcela do aumento a 32 categorias locais.

Uma das promessas do candidato do PSD ao Buriti para os primeiros dias de governo é a equiparação dos salários das polícias Civil e Federal. De acordo com Rosso, a medida será tema de carta ao governo federal, que precisa garantir a ampliação dos recursos no Fundo Constitucional do DF.

Rodrigo Rollemberg permaneceu na estratégia de enaltecer as obras de iniciativa do atual governo. Pela internet, o candidato à reeleição afirmou ter visitado o Trevo de Triagem Norte, classificado por ele como “a maior obra viária da história de Brasília”. “Com ele, vamos desafogar o trânsito na Saída Norte e beneficiar quase 800 mil pessoas”, acredita.

O candidato ao Buriti pelo PT, Júlio Miragaya, se comprometeu a dar mais condições de trabalho aos servidores da Agência de Fiscalização (Agefis), caso seja eleito. Em reunião com o buritizável, os profissionais se queixaram da “morosidade” do Estado no combate à grilagem, segundo o petista. Logo depois, Miragaya conversou com moradores de Águas Claras, ocasião na qual prometeu investir em construção de escola e unidade de saúde. “Uma cidade com 100 mil habitantes tem que ter esses equipamentos”, observou.

 

Fonte: Metrópoles
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