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Comerciantes do DF apostam na abertura da Copa do Mundo para faturar

Bares, restaurantes e ambulantes apostam na abertura do Mundial de futebol, amanhã, e assim aumentar as vendas, em baixa por causa da crise. Enfeitados, estabelecimentos fazem promoções e contratam bandas para animar os clientes

4 meses atrás
“Se divertir e torcer pelo Brasil.” É assim que o advogado Davi Oliveira, 25 anos, define como será assistir à estreia do país na Copa do Mundo na Rússia com amigos em um bar. O jogo contra a Suíça será domingo, a partir das 15h. São muitos os estabelecimentos de Brasília que se preparam para receber clientes como Davi. Representantes do setor estão otimistas, assim como os consumidores.

“A Copa é um momento para reunir pessoas com diferentes opiniões com um mesmo objetivo, todo mundo pensando igual, na vitória do Brasil. Isso é bonito”, destaca Davi. Ele marcou com a namorada e seis amigos em um bar no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). “Vai ser uma vitória tranquila. O Brasil vem jogando bem. Espero uma boa estreia. Tem o nervosismo, mas vamos superar”, avalia.

A empresária Valnise Marinho, 48 anos, também está ansiosa. Ela e 18 amigos estão discutindo em qual bar vão assistir Brasil x Suíça. “Preferimos nos reunir em um bar porque o local fica todo enfeitado. Entramos no clima e, depois do jogo, tem música. É uma energia diferente da de assistir em casa. Cada um bebe o que quer, come o que quer e paga a sua conta”, comenta.

Atrações

Nos bares, funcionários trabalham para atrair clientes e recuperar o movimento perdido nos dias frios e na greve dos caminhoneiros. O básico para o jogo são os telões, TVs e a decoração em verde e amarelo. Algumas casas também apostam em promoções que prometem atrair até os que não são fãs de esporte. Chope mais barato, sorteios e preços promocionais para drinques e petiscos estão entre as possibilidades (veja quadro).

O presidente do Sindicato dos Hotéis Bares e Restaurantes (Sindhobar), Jael Antonio da Silva, espera que a Copa do Mundo aumente o faturamento de estabelecimentos brasilienses, que sofreram 20% de queda nos dois últimos meses. “Se o setor conseguir recuperar essa perda, já está de bom tamanho. A competição pode ajudar a dar uma levantada para a volta de um movimento nos bares”, explica Jael.

O bar Outro Kalaf, no Setor Bancário Sul, abriu espaço na cozinha tradicional brasileira de pratos e petiscos para almoço temático, com preparação de pratos típicos dos países que disputam a Copa nos dias de seus jogos. A estreia do serviço é amanhã, quando Rússia e Arábia Saudita abrem a competição. Para homenagear os dois países, serão servidos estrogonofe e quibe.

O Piratas Bar, no SIG, contratou duas pessoas para ajudar no setor de reservas e atendimento. Dois telões e quatro TVs de tela grande garantirão a tranquilidade para quem for assistir às partidas. O principal atrativo será a banda Primeiro Beijo, que tocará nos dias de jogos da Seleção Brasileira. Nesses dias, a entrada no estabelecimento será paga e custará R$ 40 por pessoa. Pratos típicos dos países participantes da Copa do Mundo também entram no cardápio durante a competição.

Ambulantes

Nas ruas, os poucos ambulantes esperam aumentar as vendas, fracas se comparadas às Copas anteriores. Ainda assim, persistem na crença de que, após começarem os jogos, a procura aumentará, principalmente, neste fim de semana, com a estreia da Seleção Brasileira.

Aécio Neiva, 43 anos, é otimista. “As vendas estão razoáveis, mas imagino que melhore depois de quinta-feira. O que vendo mais são os conjuntinhos infantis. As crianças são inocentes ainda”, sorriu. No entanto, ele ponderou que a atual situação econômica do país não favorece o varejo.

No comércio ambulante é possível encontrar, além dos conjuntos infantis, camisetas (a preferida é a de número 10, de Neymar), bandeiras, bandeiras para capô de carro, bandanas e cornetas. Nos semáforos, motoristas podem adquirir bandeirinhas para colocar no vidro do carro. A família do motorista Davi Leite de Queiroz, 38 anos, está toda preparada para torcer pelo Brasil. Ele saiu ontem para comprar uma camiseta do Neymar, a pedido da mulher. “Em ano de eleições, não temos candidatos. A única coisa que nos resta acreditar é no futebol”, consola-se. Ele acrescenta que sua casa e a loja onde trabalha estão enfeitadas de verde e amarelo.
Fonte: Correio Braziliense
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