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Distrital fala de Gama e Santa Maria e diz que saída para a crise é o voto popular

Ricardo Vale lembra que sua atuação na Câmara Legislativa do DF é voltada para os menos favorecidos e que, em três anos, apresentou 40 Projetos. Além disso, atua permanentemente em ações que beneficiam as cidades do Gama e Santa Maria

Política

1 semana atrás

 O deputado distrital, considerado uma das referências éticas da política do  Distrito  Federal, durante entrevista ao O DEMOCRATA, apela para o PT não trazer de  fora um candidato ao Governo de Brasília.  Ele lembra que sua atuação na Câmara Legislativa do DF é voltada para os menos favorecidos e  que, em três anos, apresentou 40 Projetos. Além disso, atua permanentemente em ações que beneficiam as cidades do Gama e Santa Maria. Vale ainda avalia como positivo o trabalho dos Administradores Regionais e conta que se adaptou bem as atividades parlamentares. Sobre a disputa eleitoral do próximo ano, ele acredita que virá à reeleição. Confira a entrevista completa de Ricardo Vale da Silva, nascido na cidade de Sobradinho, onde estudou, criando laços de amizade e relações de afeto, constituiu família e onde mora até hoje.

O DEMOCRATA – A um ano das eleições, como vê o cenário para 2018?

Deputado Ricardo Valle – Muito Complicado. Será o período eleitoral mais difícil da história recente do nosso país. Existe muita descrença com a política e com os políticos. A questão econômica e toda essa crise que atravessamos também vão interferir, espero que a população aproveite a oportunidade para melhorar o nível da representação parlamentar e escolher bons gestores para o nosso país. A única saída para essa crise é o voto popular. A decisão do povo deve ser sempre soberana. Isso é central para a democracia!

O seu partido terá candidato ao Buriti? Dizem que será um nome de fora.

O PT precisa decidir se terá e rápido. Mas antes, precisa decidir que programa apresentará para a polução para governar o DF mais uma vez. O partido tem excelentes nomes para governar o DF, caso ninguém se apresente espero que o partido não importe um candidato de fora, alguém que não conheça e não tenha história em nossa cidade.

O senhor trabalha por diversas Regiões Administrativas do Distrito Federal. Como é essa atuação?

Tenho atuado de forma muito coerente com o que me prontifiquei a fazer como deputado em todo DF. Meu mandato é voltado para melhorar a qualidade de vida de nossa população, principalmente para os mais carentes. Por isso, defendo os menos favorecidos, destino recursos, cobro e brigo muito pela melhoria dos serviços públicos, da educação, saúde, segurança, transporte, moradia e setor produtivo. Meu foco é sempre esse.  E percebo nas ruas e nas reuniões que faço que a população reconhece  o nosso trabalho.

ODEMOCRATA– Como é sua atuação especificamente para a Região do Gama e Santa Maria?

Sempre escutando a comunidade e procurando encaminhar as demandas que chegam. Tenho destinado recursos, por meio de emendas parlamentares, para melhorar a cidade. Investimos mais de R$ 1 milhão em emendas para as escolas públicas, atividades culturais e temos atuado muito na área da saúde.  Destinaremos emendas, de 2018, para a reforma no Centro Cultural Semente, demos um apoio para a revitalização do Parque da Prainha, para a Creche Pipoquinha, para o evento do dia 18 de maio “Contra a violência contra as crianças”, aniversário do Gama, além da Cavalgada da Nossa Senhora de Fátima e tantos outros apoios ao esporte, lazer, cultura, saúde e educação. Em Santa Maria nós participamos de várias atividades ao longo desses três anos de mandato, como por exemplo: A Marcha contra o abuso e exploração Sexual de Crianças e Adolescentes 2015, Expossanta, Festival de música estudantil de Santa Maria, apoio para o Quadradão Cultura e para transformação do coreto em uma Concha Acústica, debate sobre o Combate o Machismo nas Escolas Públicas, além de estar junto da comunidade em outras tantas reinvindicações por melhorias na saúde, educação e segurança. Sinto-me realizado em estar à frente de um mandato parlamentar que serve à população e está focado em atender às necessidades da nossa comunidade. Continuarei ouvindo o povo, procurando atender as demandas e fazendo o novo!

E em relação a segurança pública, um assunto que chama a atenção no Gama e região. Que avaliação faz?

A sensação de insegurança está alarmante. Precisamos rever, urgentemente, o Plano de Segurança do Distrito Federal. Não é só colocar mais policiais nas ruas. Devemos valorizar a categoria, tratar nossas forças policiais com respeito e dignidade. É necessário também que o Estado aumente as possibilidades de estudo e trabalho para os nossos jovens e precisamos criar mais incentivos para que empresas possam se instalar no DF. Para diminuir a sensação de insegurança na cidade devemos pensar em políticas públicas de prevenção, não só no combate a violência.

Será candidato à reeleição ano que vem?

Provavelmente serei, devo decidir nos próximos meses. Primeiro tenho que consultar nosso grupo político, apoiadores, minha família e simpatizantes. Só aí decidirei se serei candidato. Não sou personalista e não posso ser candidato de mim mesmo. Cheguei até aqui porque eles quiseram, acreditaram e me ajudaram a estar deputado. Se eles avaliarem que devo continuar no parlamento e que devo disputar outra vez uma cadeira no Legislativo, decidiremos juntos a que cargo público concorrer.

Como foi sua adaptação à Câmara Legislativa nesse primeiro mandato?

Me adaptei bem. Foi necessário um tempo de aprendizado, mas já tinha certa familiaridade com a Casa, pois acompanhei de perto os mandatos do meu irmão, Paulo Tadeu, durante sua trajetória política no DF. Tenho trabalhado muito. Apresentei mais de 40 Projetos de Lei nesses 3 anos e participei de discussões importantíssimas na CLDF, sempre ao lado do trabalhador, sempre em defesa dos mais pobres.

O senhor tem acompanhando o trabalho do Governo do Distrito Federal nas Regiões Administrativas?

As administrações têm pouco poder de “transformar” a cidade. Elas não podem fazer quase nada, porque têm pouco orçamento e dependem dos mais variados órgãos do governo. Os administradores, infelizmente, têm pouca autonomia financeira e administrativa, por isso têm muita dificuldade na execução dos projetos de parlamentares. Mas avalio que os gestores estão fazendo um bom trabalho, correndo atrás do prejuízo. Tenho procurado ajudar com emendas, cobrando a presença do Estado, fazendo reuniões com a comunidade.

Na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar que preside, quais são os desafios?

A Comissão atua em duas frentes: na defesa dos direitos humanos e como guardiã dos princípios éticos que regem a Câmara Legislativa e a atuação dos parlamentares. Em relação ao primeiro aspecto, a atuação é diversificada em várias áreas de atuação, como o combate à violência contra a mulher, a defesa dos direitos da população LGBT, na defesa da pessoa com deficiência e contra a desigualdade racial, respeito à diversidade religiosa e o direito à saúde e à moradia principalmente. E nos casos de processos para investigar supostos crimes de parlamentares, temos atuado com isenção e transparência. Tenho a certeza que essa é uma das comissões mais importantes da CLDF nesse momento, uma vez que a população está vivendo dias de intolerância de quebra de valores.

Fonte: O DEMOCRATA / Entrevista - André teixeira
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