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Garçom morto por PM no DF levou 4 tiros, diz viúva: “Morreu de graça”

A esposa de Bruno Alves de Lima testemunhou o assassinato do marido, baleado em um bar do Gama, na madrugada dessa segunda-feira (27/7)

Regional

2 semanas atrás

Ogarçom Bruno Alves de Lima, de 33 anos(foto em destaque) levou quatro tiros do policial militar Flávio Henrique de Mendonça, segundo a viúva, que testemunhou o assassinato. Ele foi morto após uma discussão em um bar da área central do Gama, na madrugada dessa segunda-feira (27/7).

O autor do crime, de 48 anos, é um policial militar do Rio Grande do Norte que estava à disposição da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) em Brasília. Bruno foi morto nas proximidades do Quiosque Cangaia, situado na comercial da Quadra 29, Setor Central do Gama.

De acordo com a esposa do garçom, Cláudia Rodrigues, o PM disparou seis vezes contra Bruno. “Eu vi tudo, estava presente na hora. Quatro tiros pegaram no meu marido. Ele fez para matar mesmo”, disse ao Metrópoles.

Bruno Alves, morto por PM em bar do DF

Arquivo pessoal

Bruno Alves de Lima

Bruno Alves de LimaReprodução

policiais

PM do RN estava lotado na Força NacionalDaniel Ferreira/Metrópoles

fachada de delegacia

Ele foi levado para a 20ª DPAndré Borges/Especial para o Metrópoles

fachada hospital

Já a vítima foi transportada ao HRG, mas não resistiu aos ferimentosIGO ESTRELA/METRÓPOLES

Bruno Alves, morto por PM em bar do DF
Bruno Alves, morto por PM em bar do DF
Bruno Alves, morto por PM em bar do DF
Bruno Alves de Lima

Após perder o esposo abruptamente, ela clama por justiça. “O policial vai só perder a farda e ficar por isso mesmo? Ele tirou o meu marido de mim e tirou o pai da minha filha. Matou meu marido de graça e não pode ficar impune”, lamentou.

“Se ele fez isso uma vez, pode ainda fazer outras. A pessoa da lei fazer algo assim é muita covardia. Isso tem que acabar”, acrescentou Cláudia.

Ainda segundo ela, na delegacia, Flávio Henrique teria a encontrado novamente, “mas olhou como se nada tivesse acontecido”. “Nem um pedido de desculpa conseguiu dar.”

Bruno Alves era garçom no Bar do Adão, no Gama, e já tinha trabalhado no Quiosque Cangaia, onde faleceu. “Os clientes e patrões dele estão todos desacreditados, porque ele era uma pessoa maravilhosa. Era muito conhecido no Gama, sempre disposto a ajudar. Meu marido não merecia o fim que teve”, desabafou, comovida.

MAIS SOBRE O ASSUNTO
Briga em bar

Conforme o delegado Francisco Duarte, da 20ª Delegacia de Polícia (Gama), na madrugada de segunda, o garçom e o PM iniciaram uma discussão nas proximidades do Quiosque Cangaia que logo evoluiu para troca de socos.

“Durante a briga, o policial sacou a arma e disparou contra o homem”, explica. Bruno estava de folga e tinha saído para jantar com a família: a esposa, o cunhado e a filha de três anos.

Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi chamado e levou a vítima ao Hospital Regional do Gama (HRG) já inconsciente. Ele não resistiu aos ferimentos.

Já o PM foi preso em flagrante e levado para a FNSP. A arma dele foi apreendida e passará por perícia. Procurado, o Ministério da Justiça informou que a Secretaria Nacional de Segurança Pública iniciou o processo de desmobilização do policial.

Fonte: Metrópolis
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