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Luzia de Paula assume vaga na Câmara Legislativa do DF

Deputada ocupa lugar de José Gomes, cassado na semana passada por abuso de poder econômico. Ambos são do PSB.

Política

1 semana atrás

A Câmara Legislativa do Distrito Federal deu posse, no começo da noite desta sexta-feira (16), à deputada distrital Luzia de Paula (PSB). Ela assumiu a vaga de José Gomes, cassado na semana passada, por abuso de poder econômico (entenda abaixo).

Os dois políticos são do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Na quarta-feira (14), o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) havia suspendido a diplomação de Luzia de Paula, por conta de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a anulação de votos de candidatos com mandatos cassados por crimes eleitorais.

Porém, nesta tarde, o TRE diplomou a suplente de José Gomes. Segundo a Corte, a parlamentar herdaria o mandato independentemente do resultado da decisão do TSE. Por volta das 19h, ela tomou posse no gabinete da presidência da CLDF.

Luzia de Paula (PSB) toma posse no gabinete da presidência da CLDF — Foto: Presidência da CLDF/Divulgação
Luzia de Paula (PSB) toma posse no gabinete da presidência da CLDF — Foto: Presidência da CLDF/Divulgação

A cassação de José Gomes

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu no dia 6 de outubro, por unanimidade, manter a cassação do mandato do deputado distrital José Gomes Ferreira Filho (PSB-DF). O parlamentar foi condenado por abuso de poder econômico.

Deputado distrital José Gomes, na CLDF, em foto de 2018 — Foto: Divulgação
Deputado distrital José Gomes, na CLDF, em foto de 2018 — Foto: Divulgação

Ele é acusado de coagir funcionários da própria empresa, a Real JG Serviços Gerais, para votarem nele nas eleições de 2018. Com a decisão, o político está inelegível por 8 anos.

A ação contra José Gomes foi fruto de uma representação movida pelo deputado distrital Chico Vigilante (PT) e ratificada pelo Ministério Público Eleitoral do DF. Segundo a acusação, o parlamentar exigiu o voto de 10 mil funcionários de sua empresa, sob ameaça de demissão e citando argumentos como “gratidão pelo emprego”.

Em abril do ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) havia determinado a cassação do mandato do parlamentar. Segundo o entendimento da Corte, à época, ficaram comprovadas as irregularidades na campanha de 2018.

Gravação mostra pressão para funcionários votarem no chefe para deputado

Gravação mostra pressão para funcionários votarem no chefe para deputado

O processo inclui áudios de discursos creditados ao gerente operacional da Real JG, Douglas Ferreira Laet (ouça acima). Em juízo, Laet reconheceu a autoria das falas. Em um áudio, ele fala em monitorar o voto dos funcionários para descobrir “traições”

Fonte: G1
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