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Escola Militar promete ensino diferenciado na região

Colégio Marechal Deodoro da Fonseca pertence ao grupo educacional Vitória; escolas militares vão estar no Gama, Santa Maria e Valparaíso

Regional

6 dias atrás

O grupo educacional Vitória inaugurou uma escola com uma proposta diferenciada. O novo colégio, que vai se chamar Colégio Marechal Deodoro da Fonseca (CMDF), terá a proposta de ensino no padrão militar. No entanto, não há militares da ativa no comando da escola, assim como acontece em outras unidades que seguem o modelo.

Para implantar a nova modalidade, o grupo escalou o professor Nelson Souza. Nascido em Uberlândia (MG), tem 61 anos de idade e é militar da reserva desde 2010, quando estava na Polícia Militar do Distrito Federal. Começou a carreira em Minas Gerais, quando foi oficial ao Exército Brasileiro. Nos anos 80, prestou um concurso para a PM do DF e um dos critérios para fazer parte da força de segurança era ter servido às Forças Armadas.

Paralelamente à carreira militar, Nelson se qualificou como professor. No ano de 1987, prestou concurso para a fundação educacional e foi aprovado. Na Secretaria de Educação, foi professor de Educação Física. Ele conciliou as duas atividades durante vários anos.

 “A educação exige que você fique atualizado, antenado, preocupado com o que você pode fazer para melhorar a qualidade do resultado que você se propõe a alcançar com seus alunos”, define Nelson. No Gama, foi tenente no 9° batalhão enquanto dava aulas durante a noite no CG (CEM 01).

Como militar, em 1989, foi o responsável por fundar a Academia da Polícia Militar, instalada no Plano Piloto. Em 2001, ele passou a responder pelo 9º BPM do Gama. Enquanto isso, em sua vida acadêmica, deu aulas em faculdades durante vários anos, em cursos de administração, tecnologia da informação e de educação.

O CMDF

Segundo Nelson, o Colégio Militar Deodoro da Fonseca (CMDF) surgiu de uma procura pelos pais de alunos por escolas focadas em padrões disciplinares. “O grupo educacional Vitória entendeu que esse modelo educacional era um modelo que o mercado estava pedindo e o grupo resolveu implantar”, afirma Nelson.

“Isso começou a acontecer no Brasil de maneira recente quando os estados, especialmente Goiás, começou a implementar as chamadas escolas de gestão compartilhada”, prossegue.

Nelas, a administração e os aspectos disciplinares são regidos pela Polícia Militar do estado, enquanto a Secretaria de Educação continua tocando a parte pedagógica. São 60 escolas no estado que seguem com essa parceria, sendo que este número representa metade das escolas neste padrão em todo o Brasil.

Contudo, diz Nelson, não existiam escolas particulares que oferecessem essa modalidade de ensino. “As referências que adotamos foram os três colégios militares do DF, que são o Colégio Militar de Brasília, que é do Exército, o Colégio Militar Dom Pedro II, do Corpo de Bombeiros e o Colégio Militar Tiradentes, da PM”, exemplifica.

Ensino

“A mesma matemática que se ensina num colégio convencional é a que ensinamos em um colégio militar. Mas, por força do modelo de ensino, o aluno do colégio militar vai estudar muito mais do que um aluno de uma escola convencional”, estima Souza. “E esse ‘estudar mais’ se refletindo quando os alunos são submetidos aos exames de avaliação de ensino, como é o caso do IDEB”.

Nelson segue explicando que o código de conduta a se adotado pelo CMDF será mais rígido do que o de outras unidades. “Ele obriga o aluno a ter o cabelo cortado num determinado padrão, obriga a se comportar de uma determinada maneira em respeito à instituição em que ele estuda, um comportamento ético, moral adequado”. Ele traz um exemplo: “Dentro do CMDF é proibido namoro”, aponta.

Mesmo fora da escola, os alunos devem se comportar adequadamente, ressalta Nelson, especialmente se estiverem uniformizados. “A gente parte da premissa que o aluno quando coloca o nosso uniforme ele deixa de ser aluno e passa a ser instituição”.

Ao entrar na escola, os alunos seguirão ao pátio para cantar o Hino Nacional. Essa parte será coordenada por uma figura chamada “comandante de turma”. Ele é um aluno, que será escolhido para chefiar enquanto o professor não chegar à sala.

Quando seguem até a sala de aula, o comandante de turma passa o comando para o professor, que segue a sua aula. Questionado se todo o rito não irá atrasar a continuidade das aulas, Nelson é categórico. “Quando o professor assume a aula, ele consegue dar aula. Enquanto em outras escolas, o educador demora a iniciar o seu conteúdo”, explica.

Onde está o CMDF?

Serão três as filiais do Colégio Marechal Deodoro da Fonseca, sendo elas instaladas em Santa Maria e Gama, no DF, e Valparaíso de Goiás. A partir de janeiro de 2020, as unidades de Valparaíso e Santa Maria do Colégio Vitória darão lugar ao CMDF. No Gama, o Colégio Vitória seguirá existindo, porém, o CMDF terá um espaço próprio.

Todas as unidades serão reformadas para se adequar ao padrão de ensino a ser oferecido pelo CMDF. No Gama, serão oferecidas vagas no Ensino Fundamental II (a partir do sexto ano) e o Ensino Médio completo (primeiro, segundo e terceiro ano). As demais unidades vão oferecer, além dessas séries, o Ensino Fundamental I (até o quinto ano).

Fonte: Edição n° 246 da versão impressa do jornal O Democrata
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