Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional: Temporada 2015
A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, em parceria com o Hospital Sarah Kubitschek e o Centro de Convivência Mozart Parada de Taguatinga (Cose), realiza, no dia 17 de julho, às 9h da manhã, concerto especial para 30 alunos atendidos pela entidade assistencial.
O concerto será apresentado no teatro da unidade Sarah Centro (501 Sul, ao lado do Hospital de Base). Às 16h, a orquestra realiza mais um ensaio, no mesmo local, aberto ao público.
Sobre o Cose
O Cose Mozart Parada recebe crianças de 6 a 17 anos em situação de carência social ou risco iminente de sofrer violação de seus direitos. Vinculados aos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), da Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social (Sedest), os centros de convivência são espaços destinados a atender crianças, adolescentes e idosos desprovidos. No Cose, são realizadas oficinas de artes, dinamização, esporte e lazer, meio ambiente, informática, entre outras.
O objetivo é incentivar, por meio de oficinas e da convivência diária, o respeito às diferenças, a colaboração entre os indivíduos, o autoconhecimento, a autoconfiança, o exercício da cidadania, além do fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
PROGRAMA:
Jean Sibelius – Finlândia
Claude Debussy – Clair de Lune
Jean Sibelius – Sinfonia no. 2 em ré maior
Regência – maestro Claudio Cohen
SERVIÇO:
Concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro – Temporada Oficial 2015
Dia: 17 de julho de 2015 (sexta-feira)
Hora: 9h
Local: Teatro do Hospital Sarah, 501 sul (ao lado do Hospital de Base)
Ensaio geral
Hora: 16h
Local: Teatro do Hospital Sarah, 501 sul (ao lado do Hospital de Base)
Informações: 3325-6171 – 3325-6214
Comentários:
Finlandia, Op. 26
É um poema sinfônico escrito pelo compositor finlandês Jean Sibelius. A primeira versão foi escrita em 1899, sendo posteriormente revisada em 1900. A peça foi composta para as celebrações da imprensa de 1899, um protesto contra a crescente censura do Império Russo, como a última de sete peças, cada uma acompanhada de um folheto com episódios da história da Finlândia. Uma execução típica dura cerca de 8 minutos.
Era comum na época trocar o nome da peça nos concertos para iludir a censura russa, e isso adquiriu ares de piada. Os títulos com os quais a peça foi mascarada foram numerosos; um dos exemplos mais característicos é Sentimentos Felizes ao Amanhecer da Primavera Finlandesa.
Grande parte da peça traz melodias crescentes e turbulentas, evocando a luta nacional do povo finlandês. À medida que vai chegando ao final, a orquestra se acalma e a melodia serena do hino da Finlândia é ouvida. Geralmente citada de forma incorreta como melodia tradicional, a seção do hino foi também composta pelo próprio Jean Sibelius.
Claude Debussy – Clair de Lune
A música orquestral de Debussy é a que mais corresponde à sua imagem de impressionista. Trata-se de uma orientação estética cuja melodia não tem contornos e cuja construção harmônica parece disjunta. A música – de grande apelo poético e liberdade melódica – está sempre em busca de novas combinações sonoras e construções harmônicas. O efeito disso é um novo som, um tanto estranho que é bem explorado na Suíte Bergamasque, obra para piano publicada em 1903. O terceiro movimento dessa suíte, Clair de Lune é o mais conhecido. A dinâmica predominante é o pianíssimo e a tonalidade é Ré-bemol maior, com a exceção do clímax em que a tonalidade é modulada para Mi maior.
Jean Sibelius – Sinfonia no. 2, em ré maior, Op. 43
Devido ao seu lugar na linha do tempo na história da música, Sibelius foi um compositor a repensar a sinfonia, não como Mahler que a queria englobando todas as outras formas (o Concerto, o Oratório ou a Ópera), mas genuinamente como sinfonista, aquele que quer combinar os sons, e precisa de um formato para isso. Esta Segunda de Sibelius é, na forma, aparentemente tradicional (4 movimentos), mas espelha-se na Quinta de Beethoven ao juntar os dois movimentos finais; fora isso, ele surpreende pelas combinações inusitadas de instrumentação, pela fragmentação da melodia, um pouco como Bruckner, mas ao contrário do colega austríaco, Sibelius não quer o acúmulo vertical de ideias para chegar ao céu: seu campo de trabalho é horizontal, plano, longas frases com suas repetições insistentes contrastando com mais longas ainda as frases ininterruptas, líricas e espaçosas. É como se suas partituras tivessem as dimensões da vastidão gelada de sua Finlândia.
A Segunda é considerada a mais universal de todas as sinfonias de Sibelius. Escrita após o Poema Sinfônico Finlândia, entre fevereiro e março de 1901, na Itália, na cidade de Rapallo, estreou em Helsinque a 8 de março de 1902 com grande sucesso, tanto que foi repetida mais três vezes em oito dias.
É considerada, junto com Finlândia, a principal representante do nacionalismo finlandês, assim como um canto de combate à opressão russa.
O primeiro movimento está construído em forma sonata, utilizando pequenos motivos melódicos que se sucedem de um instrumento a outro. O desenvolvimento é a síntese dos elementos temáticos e na reexposição retoma o tema pastoril inicial.
O segundo movimento inicia com uma melodia no fagote tendo como acompanhamento um pizzicato dos violoncelos e contrabaixos. Em seguida, ouvem-se as cordas divididas de uma forma mais calorosa, assim como outros motivos nos graves da orquestra, marcados por passagens nos metais.
O terceiro movimento, um Scherzo, possui um caráter imperioso e o tema percorre todos os naipes da orquestra. O Trio é anunciado pela intervenção do tímpano, levando a uma reapresentação do Scherzo.
O último movimento em forma sonata possui quatro temas distintos: o primeiro inicia pelas cordas, seguido por uma fanfarra de trompetes; o segundo tema opõe as cordas às madeiras; o terceiro tema destaca-se pela melodia do oboé alternando-se com as demais madeiras e cordas; o quarto tema é apresentado pelos metais. Na reexposição, a orquestra é utilizada em toda a sua plenitude num grande crescendo. A Coda final, dominada pelos metais, possui um caráter triunfal. (Agência Brasília)