Seis categorias mantêm greves no DF; veja serviços afetados
Servidores públicos de seis categorias mantêm greve no Distrito Federal. Quatro delas rejeitam a suspensão do pagamento da última parcela de reajustes salariais que ocorrem desde 2013 – outras duas pleiteiam aumento. A proposta do governador Rodrigo Rollemberg de fazer o pagamento em outubro de 2016, sob a alegação de crise finaneira, não foi suficiente para o encerramento das paralisações.
De acordo com Rollemberg, caso os reajustes de 30 das 41 categorias fossem mantidos, haveria impacto até o final do ano de R$ 400 milhões. O DF tem 141 mil servidores públicos.
A suspensão dos reajustes integra um pacote anticrise, que traz ainda aumento nas tarifas de ônibus e metrô, implantação de um plano de demissão voluntária nas empresas públicas, aumento de impostos e nos valores de entrada do zoológico e dos 13 restaurantes comunitários.
GREVES EM ANDAMENTO
Médicos
A categoria entrou em greve no dia 8 de outubro, junto com diversos outros servidores públicos. O sindicato disse não ter uma estimativa da adesão. Ao todo, a rede pública tem 4,6 mil profissionais. A parcela de reajuste salarial suspensa tinha índice de 5%.
Com a paralisação, atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas estão suspensas. Médicos também pedem fiscalização de programas de residência, reestruturação do plano de carreira, garantia de medicamentos e insumos necessários ao trabalho, respeito à fila de transferência dos profissionais e pagamento de horas extras.
A greve foi considerada ilegal pela Justiça.
Professores
A categoria entrou em greve no dia 15 de outubro. Segundo o sindicato, 70% dos 33 mil servidores estão parados. A parcela de reajuste salarial suspensa tinha índice de 3,5%.
Com a paralisação, as aulas nas escolas públicas, técnicas centros de língua e escola de música estão suspensas. Professores também pedem o pagamento integral do 13º de novatos e o respeito à jornada de trabalho.
A greve foi considerada ilegal pela Justiça.
Metroviários
A categoria entrou em greve no dia 3 de novembro. De acordo com o sindicato, 75% dos 1,2 mil trabalhadores estão parados. Eles cobram o reajuste suspenso, de 9%.
Com a paralisação, o serviço passou a funcionar parcialmente: 60% dos trens rodam e apenas no horário de pico – entre 6h e 9h e entre 17h30 e 20h30. Os metroviários pedem ainda a convocação dos aprovados no concurso de 2013; execução dos projetos de modernização do sistema; e redução do número e valor de contratos de terceirização.
A categoria se reuniu com a direção da empresa para audiência de conciliação no dia 4 de novembro. Não houve acordo.
Servidores da Novacap
A categoria entrou em greve no dia 3 de novembro, mas, diferentemente das outras, não cobra o pagamento de reajustes salariais. Os servidores pedem reposição inflacionária, que dizem ser de 10%.
De acordo com o sindicato, 80% dos 2,2 mil servidores aderiram à greve. Com a paralisação, estão suspensas podas e recuperação de asfalto. A greve não foi judicializada.
Servidores da CEB
A categoria entrou em greve no dia 9 de novembro, mas, diferentemente das outras, não cobra o pagamento de reajustes salarias estabelecidos em 2013. Eles querem maior índice no reajuste, aumento do piso da categoria – atualmente de R$ 811,72 –, pagamento de auxílio transporte e auxílio creche e fornecimento de indenização no caso de morte ou invalidez permanente.
De acordo com o sindicato, serão mantidos os serviços essenciais e um quadro mínimo para que a população não seja prejudicada. A paralisação não foi judicializada.
Servidores do Ibram
A categoria entrou em greve no dia 8 de novembro. Os servidores cobram o reajuste suspenso, de 16,41%. Não há estimativa de adesão.
Com a paralisação, estão fechados 10 dos 12 parques urbanos – apenas o de Águas Claras e o do Sudoeste permanecem em funcionamento. A greve não foi judicializada.