GDF constrói muro em clube para onde havia levado manifestantes
A Administração Regional de Taguatinga começou a construir um muro entre o antigo Clube Primavera – que ficou ocupado por um mês por um grupo que pedia ao governo do Distrito Federal prorrogação do pagamento do auxílio-aluguel – e as quadras fronteiriças. Durante o período, vizinhos reclamaram do aumento de crimes na região. O GDF afirma que a medida foi adotada para aumentara segurança na área, que é de preservação permanente.
A barreira terá 33 metros de comprimento e 1 metro de altura. Haverá ainda um metro de alambrado. “Avaliamos que, se fosse só de tijolos, comprometeria a visibilidade na área”, explica o administrador, Ricardo Lustosa Jacobina.
A obra teve início nesta terça-feira (24) e deve durar duas semanas. Depois, também serão contempladas as QSCs 13 e 19, onde o muro deve ser maior ainda. “Na 19, ainda estamos avaliando como será feito, porque há um córrego. Temos de tomar cuidado para não haver danos ambientais”, afirma Jacobina.
Em outubro, durante a ocupação da área pelo grupo intitulado Movimento de Resistência Popular, a administração já havia construído um muro para fechar o portão de acesso ao clube, na QSC 17. Os manifestantes foram transferidos ao local pelo próprio governo.
Até o término do trabalho, serão necessários 200 sacos de cimento. O custo da operação, incluindo material e mão de obra, vai variar entre R$ 25 e R$ 30 mil. Os cerca de 10 mil tijolos que serão usados foram doados.
O clube
As instalações do antigo clube ficam na Área de Relevante Interesse Ecológico JK. Com terreno de 2,3 mil hectares, o local é integrado por partes de Taguatinga, Ceilândia e Samambaia. A concessão do uso da terra para a construção do clube ocorreu no fim da década de 1970. Nos anos 1990, a Terracap retomou a propriedade.