Dia da Liberdade de Impostos terá gasolina a R$ 2,35 em postos do DF
Está precisando trocar de carro e quer pagar quase R$ 14 mil a menos por um modelo importado? Ou, se já tem o veículo, quer encher o tanque pagando R$ 2,35 pelo litro da gasolina, quando nos postos os valores mais baratos praticados hoje estão por volta de R$ 3,65? Então é só esperar até a próxima quinta-feira (2/6), quando alguns estabelecimentos comerciais do DF participarão do Dia da Liberdade de Impostos do Brasil
A partir das 6h30, em dois postos do Eixinho — na 206 Norte e na 210 Sul —, a gasolina será vendida ao preço que custaria o combustível caso não incidissem tributos distritais e federais e o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e a Prestação de Serviços (ICMS). De R$ 3,72, o litro do combustível cairá para R$ 2,35. Mas nem se empolgue com a esperança de encher o tanque. Cada participante só poderá comprar 20 litros, e o pagamento deverá ser feito em dinheiro. A promoção vai durar até que um estoque de 30 mil litros seja vendido nos dois postos da rede Jarjour.
Ao abastecer, o consumidor poderá dizer se quer comprar um Peugeot 208 1.2 Active com preço livre de impostos. Quem tiver interesse vai receber um cupom, no qual deve “chutar” um valor: quanto o governo federal terá arrecadado de tributos, em todo o Brasil, entre o momento em que a venda de combustível mais barato começar e acabar? Quem chegar mais perto da cifra indicada pelo site Impostômetro poderá comprar o veículo. De R$ 48.190,00, uma concessionária da marca vai vender o carro por R$ 34.391,93.
Nas promoções, os impostos não deixarão de ser pagos. A diferença entre o valor normal dos produtos e a venda pelo preço sem os tributos será bancada pelos patrocinadores.
Poder de compra minguado
O presidente da Câmara de Desenvolvimento Lojista Jovem do DF (CDL), Raphael Paganini Picanço, afirma que a ação é para chamar a atenção dos altos tributos pagos no Brasil. “Mais de 40% dos rendimentos de uma pessoa vão para impostos. Achamos que já passou do limite razoável. Isso prejudica o poder de compra dos consumidores e das empresas. Temos a tributação equivalente à de países desenvolvidos, mas não recebemos os serviços oferecidos nesses países, como educação, saúde e segurança”, afirma Paganini.
Durante a ação, os organizadores vão montar um mini supermercado para mostrar quanto os brasilienses conseguiriam comprar a mais caso não pagassem tantos impostos. Também será criado um cemitério simbólico, com várias cruzes, ao lado de um dos postos. É um manifesto contra o fechamento de mais de 100 mil empresas no Brasil no último ano. “Defendemos a simplificação do sistema tributário. A ação serve para mostrar aos consumidores que não estamos satisfeitos com o sistema e temos a esperança que os impostos vão parar de aumentar”, completa o presidente da CDL Jovem do DF.