Nova proposta da Caesb é rejeitada e greve continua
A proposta de Acordo Coletivo apresentada ontem pela Caesb foi rejeitada, na manhã de hoje, pelos empregados da Companhia. A Empresa propôs, além do reajuste de 2,5% sobre salários e benefícios, a concessão de um abono no valor total de R$ 3,8 milhões a ser pago a todos os trabalhadores, de uma só vez, de forma que quem ganhe menos receba um valor maior. A direção da Caesb lamentou a decisão da assembleia principalmente porque a Empresa não tem condição econômica e financeira para oferecer uma proposta melhor. Em outubro do ano passado, foi concedido reajuste de 17% sobre salários e benefícios.
O sindicato dos empregados reivindica 19% de reajuste e redução da carga horária de oito para seis horas, sem redução de salário. A greve já dura 18 dias e tem trazido prejuízos para a Companhia e dificuldades no atendimento e na prestação de serviços essenciais para a população. Estão prejudicados serviços como corte e religação de água e algumas escolas da área rural estão ficando sem abastecimento de água porque os piquetes não permitem o acesso de carros-pipas às unidades da Companhia.
Em função da radicalização do movimento, a Caesb tem dificuldade para garantir as operações de tratamento de água e esgotos. Caminhões de produtos têm a entrada dificultada na Empresa. O mesmo ocorre com os caminhões de retirada de lodo das Estações de Tratamento de Esgotos.
Obras da Caesb, principalmente das Estações de Tratamento de Esgotos da Asa Sul e da Asa Norte, estão sendo prejudicadas porque os piquetes não permitem a entrada de materiais e de mão de obra das empresas responsáveis pelos serviços. Da mesma forma, a construção de uma unidade de gerenciamento de lodo de esgotos, em Samambaia, está sendo obstruída pelos grevistas. Todas essas obras são importantes para moradores do Distrito Federal e para o meio ambiente.