Estudantes da UnB protestam contra ato homofóbico ocorrido na última sexta
Denúncia no MP
O ato que resultou em agressões verbais na UnB virou alvo de denúncia no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A ação protocolada responsabiliza a ativista conhecida como Kelly Bolsonaro. O autor do documento, o relações públicas George Marques, 26 anos, defende que o grupo incitou o terror no espaço acadêmico. “A universidade não é um espaço para a violência. Todos têm o direito de se manifestar; o problema é quando se cria ares de terror. A Justiça tem que ser convocada para ter uma resposta desse grupo”, ressaltou.
Em entrevista ao Correio, Kelly Bolsonaro afirmou que não era uma das organizadoras do protesto. “Não havia um líder. O movimento veio a partir da união de pessoas, incluindo também alunos da instituição. Não posso ser imputada como organizadora, uma vez que não exerci essa função”, afirmou. Ela reconhece que houve excesso por parte de alguns integrantes, mas que não é responsável por incitar violência. “Em nenhum dos vídeos, em nenhum momento, eu apareço ofendendo alguém”, defendeu. Sobre a representação no MP, a ativista preferiu não comentar sobre o assunto.