Asa Sul: mais seis vítimas denunciam porteiro que fez “limpa” em prédio

 

Mais seis moradores procuraram a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para registrar ocorrência contra o ex-porteiro do Bloco A da 312 Sul. Mikael Barbosa da Silva, 23 anos, é acusado de usar da confiança deles para entrar nos apartamentos do prédio e fazer o “limpa”. Nesta segunda-feira (27/8), uma equipe da 1ª DP (Asa Sul) deflagrou a segunda fase da Operação Cérbero e apreendeu joias, roupas, entre outros objetos, que o rapaz teria levado das vítimas.

Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa de Mikael, em Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal. A primeira etapa da operação foi deflagrada no dia 16 de agosto, quando o ex-porteiro foi indiciado por cinco furtos qualificados.

 O Judiciário entendeu que não havia necessidade de expedir mandado de prisão, pois o rapaz já havia sido demitido do emprego no bloco da Asa Sul. Ele poderá responder em liberdade aos inquéritos policiais abertos em função das novas denúncias.

A polícia chegou até o ex-porteiro após denúncia dos próprios moradores. A pista foi deixada por Mikael nas redes sociais. Ele postou uma foto com um óculos. A dona desconfiou e começou a trocar informações com os vizinhos.

Eles chegaram a criar um grupo no WhatsApp, chamado Roubados e Decepcionados, para tratar do caso. “Esse espaço é para trocarmos informações e dados necessários para lidar com essa situação lamentável. Apesar de todo prejuízo, é um prazer conhecer e manter contato com todos”, disse uma moradora, em mensagem encaminhada aos vizinhos.

Mikael é acusado de cometer os furtos desde janeiro deste ano. Ele não tinha passagens pela polícia. O ex-porteiro ficava com as chaves dos apartamentos e, diante dessa oportunidade, teria cometido os crimes.

“Eu não fui roubada, mas, mesmo assim, trocamos a fechadura de casa há uns dois meses, por precaução”, destacou uma mulher residente no bloco, um dia depois da primeira fase da operação. Outra teme represálias e pensa em se mudar. Alguns, mesmo tendo objetos subtraídos, não registraram ocorrência por não acreditarem que o ex-porteiro seja mesmo o autor dos crimes.

“É um doente. Simpático, conquistou a confiança das pessoas a ponto de muitas deixarem as chaves dos apartamentos com ele, o que possibilitou a ocorrência desses crimes”, disparou uma moradora.

fonte:

Metrópoles

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