Aluno denuncia racismo durante torneio em escola no DF: “Preto fodido”

Caso aconteceu no Centro de Ensino Médio 01 do Gama, na última quinta-feira (21/8), e foi registrado pela 14ª DP como injúria racial

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Um estudante de 17 anos da rede pública de ensino do Distrito Federal afirma ter sido vítima de racismo durante uma partida de futsal nos Jogos Interclasse, no Centro de Ensino Médio 01 do Gama, na última quinta-feira (21/8).

O episódio aconteceu no fim da competição entre dois times do 3º ano do ensino médio, na quadra de esportes da escola, enquanto o adolescente buscava a bola próximo à arquibancada da torcida rival, quando os torcedores o ofenderam.

O jovem registrou boletim de ocorrência na 14ª Delegacia de Polícia (Gama) onde afirma ter sido ofendido com xingamentos como “preto fodido”.

A ocorrência é investigada como injúria racial e em razão das restrições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Polícia Civil do DF (PCDF) disse que se manifestará após a conclusão das apurações.Play Video

Trauma

Traumatizado com as ofensas racistas, a vítima ainda não conseguiu retornar às aulas. Os colegas do jovem promoveram nessa quarta-feira (27/8), uma manifestação antirracista em frente ao colégio.

“A escola tem outros casos de racismo registrados. A partir disso, vimos a necessidade de levantar essa pauta com o intuito de promover uma educação antirracista no DF. Esperamos que o agressor seja identificado e punido”, defendeu Victor Almeida, 17, aluno do 3º ano e presidente do Grêmio Estudantil da escola.

O outro lado

Acionada, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF) esclareceu que a equipe gestora da unidade tomou conhecimento do caso de injúria racial ocorrido no dia 21 de agosto de 2025, ao final de uma partida de futsal entre duas turmas do terceiro ano, nos Jogos Interclasse, competição promovida pela escola.

Em reunião do Conselho Escolar, foi decidida a suspensão dos próximos jogos. Além disso, a unidade escolar adotou todas as providências cabíveis, tanto para a apuração dos fatos, quanto para o acolhimento do estudante envolvido.

“Entretanto, ainda não foi possível identificar o autor das ofensas, porque no momento da ocorrência, os alunos estavam reunidos em torcidas, e todos gritavam ao mesmo tempo. O estudante a quem as ofensas foram dirigidas e sua família foram acolhidos pelo Serviço de Orientação Educacional junto com a equipe gestora e receberam orientações”, diz trecho da nota enviada à reportagem.

Ainda de acordo com a SEDF, a unidade escolar está em contato com a Coordenação Regional de Ensino do Gama, que acompanha o caso, e já disponibilizou o suporte necessário para a escola. Também estão previstas reuniões com os alunos das turmas envolvidas para conversar sobre a importância do combate ao racismo dentro da escola.

Por fim, a pasta reafirmou o compromisso com um ambiente escolar seguro e respeitoso e disse repudiar veementemente qualquer manifestação de racismo, além de não tolerar discriminação em sua rede de ensino.

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fonte:

Metrópoles

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