Saiba como está criança que perdeu couro cabeludo em parquinho no DF

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) aumentou para R$ 350 mil o valor da indenização a ser paga pelo Governo do Distrito Federal (GDF)

maria-helloisa

Quase um ano e meio após o acidente, a criança que sofreu ferimentos graves ao ficar com o cabelo preso em um brinquedo giratório de um parquinho público em Santa Maria apresenta boa recuperação física, mas ainda enfrenta impactos psicológicos.

O acidente aconteceu em setembro de 2024. Maria Helloísa de Souza (foto em destaque), hoje com 10 anos, sofreu ferimentos graves no couro cabeludo, da região das sobrancelhas até a nuca.

Ao Metrópoles Ana Beatriz de Souza, mãe da criança, contou que a recuperação ocorreu de forma rápida após a realização de sessões de oxigenoterapia hiperbárica, procedimento indicado pela equipe médica.

“Hoje em dia ela está bem, o cabelo dela cresceu novamente, graças a Deus. Foi tudo recuperado e colocado no lugar novamente. A parte da cicatriz ficou que ficou bem na parte do rosto dela abaixo da sobrancelha”, contou.

Apesar da melhora clínica, a criança ainda enfrenta consequências emocionais decorrentes do acidente e segue em acompanhamento psicológico.


O acidente

  • Maria Helloísa de Souza sofreu acidente na noite do dia 3 de setembro;
  • Segundo a família, a menina fico com o cabelo preso nos parafusos do brinquedo;
  • Depois do acidente, os brinquedos foram retirados dos parquinhos pela empresa responsável como medida cautelar;
  • O TJDFT aumentou para R$ 350 mil o valor da indenização a ser pago pelo GDF à família.

Justiça aumenta valor da indenização

O caso de Helloísa teve um novo desfecho judicial: o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) aumentou para R$ 350 mil o valor da indenização a ser paga pelo Governo do Distrito Federal (GDF).]

Ana Beatriz de Souza disse que soube da decisão judicial por meio de uma publicação do Metrópoles nas redes sociais.

“Fui pega de surpresa ontem pela publicação no Instagram e entrei em contato com o advogado”, contou.

Segundo Ana Beatriz, a notícia foi recebida com alívio, diante da gravidade do acidente. “Fiquei muito feliz por conta que o acidente da Helloísa foi um acidente bem grave e a gente teve que correr atrás de muita coisa”, disse.

À época, o tratamento recomendado para a criança não era oferecido pela rede pública de saúde do Distrito Federal, o que levou a família a organizar uma vaquinha on-line para custear as sessões.

A meta inicial era de R$ 25 mil, mas a arrecadação chegou a R$ 28.180,42. Segundo a mãe, o valor foi suficiente para cobrir os custos, com apoio da clínica responsável pelo atendimento.

Sonho de casa própria

Sobre o destino da indenização, a mãe afirma que pretende investir na conquista da casa própria e em procedimentos estéticos para a filha.

“Ela teve parte da sobrancelha afetada, que não nasce mais. Esse dinheiro vai possibilitar reconstruir isso”, afirmou.

Por fim, Ana Beatriz disse esperar que o caso sirva de alerta para evitar novos acidentes em espaços públicos. “O acidente dela foi gravíssimo. Para quem estava ali e presenciou a hora do acidente foi bem assustador também”, disse.

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fonte:

Metrópoles

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