Saiba quem é o brasileiro preso em Paris e julgado por homicídio no DF

Kelven Moreira da Silva, 29, fugiu para a França, foi monitorado por redes sociais e preso após cooperação com a Interpol

Kelven Moreira preso em Paris e julgado tribunal do juri no Gama

Kelven Moreira da Silva, 29 anos (foto em destaque), réu em julgamento nesta terça-feira (3/2) pelo Tribunal do Júri do Gama, por homicídio qualificado e corrupção de menores em um crime ocorrido em 2016, ficou conhecido por ser incluído na lista vermelha da Interpol após fugir para Paris, na França.

Natural do Distrito Federal, Kelven nasceu em 9 de fevereiro de 1996 e morava no Setor Leste da região administrativa quando matou Állef Luan da Silva a golpes de faca, com o auxílio de dois menores. O caso se tornou um dos crimes de maior repercussão na região.

Histórico de crimes

  •  Em 2015, ele foi acusado de uma tentativa de homicídio contra uma mulher, motivada, segundo a investigação, por uma discussão relacionada à suposta perda de um celular. Apesar da gravidade do caso, ele acabou absolvido pelo Tribunal do Júri.
  • No ano seguinte, em 16 de junho de 2016, Kelven voltou a ser acusado, desta vez por homicídio qualificado. De acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), ele atacou Állef Luan da Silva com golpes de faca, com o auxílio de dois adolescentes. O crime ocorreu por volta das 5h30, na Vila Roriz, no Setor Oeste do Gama, após uma discussão durante uma confraternização.
  • Para a promotoria, o homicídio foi motivado por vingança, já que Kelven mantinha uma rixa anterior com a vítima.
  • Após o crime de 2016, Kelven fugiu do Brasil e se estabeleceu em Paris. Mesmo com dois mandados de prisão em aberto, ele não adotou um perfil discreto no exterior.

Monitoramento das redes sociais 

Kelven mantinha perfis ativos nas redes sociais, onde compartilhava registros da própria rotina na Europa. As publicações chamaram a atenção da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que passou a monitorar as contas vinculadas ao suspeito.

Ele chegou a postar fotos em pontos turísticos de Paris, o que confirmou para os investigadores que o foragido estava vivendo na capital francesa.

Relatórios da época apontaram que as postagens demonstravam uma vida aparentemente normal e integrada à cidade, interpretada pelas autoridades como um comportamento de ostentação, acreditando que a distância geográfica o protegeria da Justiça brasileira.

Cooperação internacional e prisão

As imagens publicadas nas redes sociais serviram como prova técnica para que a PCDF solicitasse a inclusão definitiva do nome de Kelven na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo usado para localizar foragidos internacionais.

Com base nas informações repassadas pela inteligência brasileira, a polícia francesa conseguiu localizar e prender Kelven em Paris em 28 de março de 2019.

Em fevereiro de 2020, a Justiça francesa autorizou a extradição do brasileiro. Após recursos, ele foi extraditado para o Brasil em 6 de janeiro de 2023.

Desde o retorno ao país, o réu já enfrentou sessões do Tribunal do Júri no Distrito Federal. Em 2023, chegou a ser condenado a quatro anos e nove meses de prisão pelo homicídio, mas a sentença foi anulada posteriormente por erro processual. O julgamento foi remarcado e começou nesta terça-feira (3/2) às

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fonte:

Metrópoles

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