Destroços do avião da Air Algerie são detectados em área deserta do Mali
O aeroporto de Uagadugu, a capital do Mali, publicou, nesta quinta-feira (24/7), comunicado que informa que as forças francesas no país detectaram os destroços do avião McDonnell 83 da Air Algerie, voo AH5017, em uma região entre Gao e Kidal, em uma área deserta de difícil acesso. De acordo com a agência de notícias Reuters, o presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, também confirmou a informação.
Dos 116 passageiros, 50 eram franceses, de acordo com a Swiftair, companhia espanhola que alugou a aeronave para a empresa argelina. Também estavam no avião 24 passageiros de Burkina Faso, oito libaneses, seis argelinos, cinco canadenses, quatro alemães e dois de Luxemburgo. Mali, Bélgica, Nigéria, Camarões, Egito, Ucrânia, Romênia e Suíça tinham, cada um, um passageiro a bordo. Três passageiros ainda não tiveram a nacionalidade divulgada. A tripulação era composta por seis espanhóis. Dois deles são pilotos e quatro tripulantes da cabine de passageiros.
Malaysia
O desastre ocorre exatamente uma semana após a queda do Boeing 777 da Malaysia Airlines, atingido por um míssil. Aquela aeronave, com 298 vítimas – incluindo passageiros e tripulação – decolou em Amsterdã e seguia para Kuala Lumpur quando foi atingido no Leste da Ucrânia, em uma região controlada pelos separatistas pró-russos.
TransAsia
Nessa quarta-feira (23/7) outro avião caiu, desta vez em Mangong, Taiwan, matando 48 pessoas. O mau tempo provocado pelo tufão Matmo fez com que o piloto tentasse um pouso de emergência. Cinquenta e quatro passageiros e quatro tripulantes estavam a bordo do voo da companhia aérea TransAsia. Dez delas sobreviveram.
Air Algerie
O secretário de Estado francês para os Transportes, Frédéric Cuvillier, indicou que havia muitos franceses a bordo da aeronave desaparecida – segundo uma fonte oficial malinense, esse número era “de cerca de 50 franceses”.
Duas células de crise foram criadas pela Direção Geral de Aviação Civil francesa (DGAC) e o ministério das Relações Exteriores, informou a DGAC, acrescentado que duas outras células foram montadas nos aeroportos franceses de Roissy-Charles-de-Gaulle e Marselha. Vários passageiros deveriam fazer escala em Argel, e seguir para Paris ou Marselha.
O contato entre os serviços de navegação e a tripulação foi perdido quando o avião sobrevoava o Mali, declarou à AFP uma fonte da Air Algerie, sob condição de anonimato.
Apesar de uma intervenção militar internacional ainda em andamento, a situação continua instável no norte do Mali, ocupado durante vários meses em 2012 por grupos armados jihadistas.
“O avião não estava longe da fronteira argelina quando pedimos que desviasse sua trajetória devido à má visibilidade e para evitar um risco de colisão com outro avião que cobria a rota Argel-Bamaco”, acrescentou a fonte da Air Algerie. “O sinal foi perdido após mudar de rumo”, explicou.A Air Algerie informa que os serviços de navegação aérea tiveram o último contato com o voo AH 5017 que cobre o trajeto entre Uagadugu e Argel neste 24 de julho à 01h55 GMT (22h55 de Brasília), ou seja, 50 minutos após a decolagem”, afirma em um comunicado. A companhia colocou em andamento um plano de emergência, segundo o texto.
A espanhola Swiftair anunciou, por sua vez, que o avião MD83 de sua companhia operado para a Air Algerie decolou de Burkina Faso com destino a Argel, mas não chegou ao destino. “Não se tem contato com a aeronave até o momento”, acrescentou.
Segundo o site da Air Algerie, a companhia realiza quatro voos por semana em direção a Uagadugu. Para a Air Algerie, este é mais um duro golpe seis meses após uma catástrofe no Leste do país.
Em fevereiro, um Hercule C-130 da companhia que voava entre Tamanrasset (2.000 km ao sul de Argel) e Constantine (450 km a leste de Argel) caiu pouco antes de sua aterrissagem, fazendo 76 mortos. Um passageiro sobreviveu. (Correio Brasiliense)
