Estado dobra equipe de investigação

Por determinação do governador Marconi Perillo, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) dobrou o efetivo de investigação dos homicídios contra mulheres, praticados por motociclistas, nos últimos dias. Delegados do interior do Estado vão reforçar as investigações, a partir dessa semana, e a atuação na área de inteligência terá a participação de, pelo menos, mais 50 policiais civis.71QmP_bb9532007457eccf4b1dc878fb2ecd6e

O governador Marconi Perillo está acompanhando de perto o andamento das investigações. As medidas de reforço nas investigações dos homicídios, especialmente contra as mulheres, foram tomadas e anunciadas por ele, ainda no sábado. Em mensagens postadas no Twitter, o governador detalhou as medidas e afirmou que o governo de Goiás não descansará, enquanto não solucionar os crimes e prender os culpados.

As investigações, conforme a Polícia Civil, mostram que as características das motocicletas usadas nos crimes e a aparência física dos autores diferem muito entre si, o que reforça a percepção de que não se trata da atuação de um serial killer. “Nós temos a convicção de que não é uma única pessoa (a matar as vítimas), mas também não podemos excluir essa possibilidade por completo, porque ainda estamos investigando”, afirmou ontem, em entrevista, o delegado Murilo Polati, titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH).

O delegado disse ainda que a apuração mostra que os autores dos crimes agiram com base em motivações diversas, boa parte relacionadas a conflitos amorosos ou tráfico de drogas, mas alerta para o fato de que parte dos assassinos se valeu dos boatos sobre a existência de um serial killer para cometer crimes com as mesmas características. A suspeita da existência de um suposto serial killer surgiu em mensagem de voz compartilhada pelo aplicativo de celular WhatsApp. A mensagem dizia que o “serial killer tem uma motocicleta preta e um capacete preto”.

Polatti disse ontem que a Polícia Civil está atuando com rigor para desvendar os crimes, mas afirmou que eles são de alta complexidade. “São casos de extrema complexidade, que não dependem só da polícia. Somos dependentes de laudos do Instituto de Criminalística e representações no Poder Judiciário que podem demorar a ser acatadas”, afirmou o titular da Delegacia de Investigação de Homicídios, em entrevista coletiva, no início da tarde.

O superintendente da Polícia Judiciária da Polícia Civil de Goiás, delegado Deusny Aparecido, que também participou da entrevista coletiva, disse, ontem, que os delegados do interior que serão deslocados para a Capital vão se concentrar na apuração dos homicídios de 29 mulheres, registrados desde o início do ano, na Capital. A Polícia Civil não quis informar quantos delegados estão sendo convocados, mas a reportagem apurou que são cerca de dez profissionais.

De acordo com o delegado Polati, dos 40 casos de homicídios contra mulheres registrados em Goiânia, neste ano, 11 foram solucionados até o momento – o índice de solução está acima da média nacional, de 10%. Esses homicídios incluem casos em que os autores estavam em motocicletas pretas e outros com dinâmicas de crimes diferentes. (Fonte: Diário da Manhã /Helton Lenine ) com edição de André Silva

 

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