Morre adolescente agredido por ex-piloto após 16 dias internado
Jovem estava em um hospital particular de Águas Claras

Morreu, na manhã deste sábado (7/2), o adolescente Rodrigo Castanheira, aos 16 anos. O jovem faleceu após 16 dias internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras, depois de ser espancado na saída de uma festa, em Vicente Pires. Rodrigo não resistiu às complicações provocadas por um traumatismo craniano severo, consequência direta da violência sofrida na madrugada de 23 de janeiro .
Segundo as investigações, a agressão teve início após um desentendimento banal, motivado por um comentário durante a saída do evento. O que começou como uma troca de palavras terminou em uma sequência de golpes que deixou o jovem inconsciente no chão. Mesmo desacordado e sem condições de se defender, Rodrigo continuou sendo agredido. A queda provocou uma lesão grave na cabeça, agravada pela continuidade das agressões, conforme apontado pela Polícia Civil. Relembre o caso:
Socorrido por amigos, o adolescente foi levado às pressas ao hospital, em estado crítico. Exames constataram a necessidade de uma cirurgia de emergência para drenagem de sangue no crânio, após o rompimento de uma artéria. Apesar dos esforços da equipe médica, Rodrigo permaneceu em coma, entubado e sem resposta neurológica significativa. Durante a internação, chegou a sofrer uma parada cardíaca, o que agravou ainda mais o quadro clínico.
Nos dias que se seguiram, familiares e amigos se mobilizaram em uma corrente de fé e solidariedade. Vigílias, orações coletivas e pedidos públicos por doações de sangue reuniram centenas de pessoas em frente ao hospital. A esperança pela recuperação do adolescente mobilizou a comunidade e comoveu o Distrito Federal, transformando o nome de Rodrigo em símbolo de uma juventude vulnerável à escalada da violência.
A comoção se intensificou com a divulgação de vídeos gravados no momento da agressão. As imagens, que mostram o jovem sendo atacado enquanto outras pessoas assistiam sem intervir, passaram a integrar o inquérito policial. Para a Polícia Civil (PCDF), a omissão de socorro também se tornou objeto de apuração, levantando questionamentos sobre a banalização da violência e o papel de quem escolhe registrar em vez de ajudar.

Rodrigo era descrito por pessoas próximas como um adolescente tranquilo, querido pelos amigos e muito ligado à família. Sonhos comuns à idade — estudos, amizades, planos para o futuro — foram interrompidos de maneira irreversível. Sua morte deixou um vazio difícil de dimensionar e reacendeu o debate sobre agressões entre jovens, consumo de álcool, intolerância e a naturalização de conflitos resolvidos pela força.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. O responsável pelas agressões responde por crime de lesão corporal gravíssima, com desdobramentos judiciais em curso. Para a família de Rodrigo, no entanto, nenhuma decisão judicial será capaz de reparar a perda.
A despedida precoce de Rodrigo Castanheira deixa luto, indignação e um alerta doloroso: a violência que se repete em madrugadas, festas e encontros juvenis não termina quando as luzes se apagam ou os vídeos acabam. Ela permanece, marcada em famílias devastadas e em vidas que jamais terão a chance de continuar.
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