Policial fake que dopou e estuprou jovem em Águas Claras é preso

Segundo registros policiais, o suspeito tem acusações de crimes de ameaça, injúria, falsificação de documentos, extorsão, entre outras

policial fake André Luiz Alves da Fonseca

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 21ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Sul, prendeu temporariamente um homem investigado por se passar por delegado e dopar vítimas na capital do país. O suspeito é André Luiz Alves da Fonseca, de 41 anos, que teria dopado e estuprado uma jovem de 23 anos após marcar um encontro sob o pretexto de uma entrevista de emprego.

O homem preso por suspeita de dopar e estuprar uma jovem é advogado com registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil, na seccional do Distrito Federal (OAB-DF), e possui mais de 10 passagens por outros crimes, incluindo ameaça e extorsão. A informação foi confirmada à reportagem pela 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), que investiga o caso. 

Segundo registros policiais, o suspeito tem 13 passagens pelos crimes de ameaça, injúria, falsificação de documentos, extorsão e duas por parte ilegal de arma de fogo. O homem também é investigado em mais de um processo por violência doméstica e lesão corporal. Em outra denúncia, que corre em segredo de justiça, ele é acusado de uso ilegítimo de uniforme ou distintivo. 

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, na manhã deste sábado (14/3), policiais encontraram, no carro do advogado, uniformes do Batalhão de Policiamento de Choque da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), além de medicamentos possivelmente usados para dopar a vítima e um soco inglês. Na ocasião do estupro da jovem, ocorrido na última terça-feira (10), o suspeito se apresentou como policial e empresário. 

Veja o relato:

Segundo as investigações, o homem se apresentava como delegado de polícia e prometia ajudar mulheres a conseguir trabalho. O crime ocorreu na noite de terça-feira (10/3), em uma lanchonete de Águas Claras. Após ingerir uma bebida oferecida pelo suspeito, a vítima começou a se sentir grogue e perdeu a consciência.

De acordo com o relato da jovem, ela havia ido ao encontro acreditando que participaria de uma entrevista de emprego. Durante a conversa, o suspeito pediu refrigerante e, em determinado momento, ofereceu o próprio guaraná. Pouco depois de beber, ela passou a sentir forte sonolência.

Jovem dopada

A vítima afirmou que, ao perceber o mal-estar, disse que iria embora e recusou a oferta do suspeito de levá-la para casa, afirmando que pediria um carro de aplicativo. A partir desse momento, ela não se lembra de mais nada.

A jovem contou à polícia que permaneceu dopada por mais de 24 horas dentro da casa do investigado, localizada em Águas Claras. Ela relatou que só recuperou parcialmente a consciência na manhã de quarta-feira (11/3).

Ao acordar, percebeu que estava completamente nua na cama do suspeito, que vestia apenas cueca. Ainda desorientada e com dificuldade para se manter em pé, conseguiu se vestir e sair do local.

Desespero e pavor

Desesperada, a vítima entrou em um carro de aplicativo. O motorista, ao notar o estado da passageira, decidiu levá-la diretamente à 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Norte, onde a ocorrência foi registrada. Ela passou por exame de corpo de delito e o caso foi encaminhado para a 21ª DP, responsável pela investigação por ter ocorrido na área de Taguatinga Sul.

Em nota, a Polícia Civil informou que adotou medidas prioritárias desde o início do atendimento. Segundo a corporação, foram realizados acolhimento da vítima, encaminhamento para medicação preventiva, preservação de vestígios e exames periciais necessários. O inquérito foi instaurado e tramita com prioridade para esclarecer todas as circunstâncias do crime, identificar possíveis outras vítimas e responsabilizar o autor.

Nos registros do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), André Luiz Alves da Fonseca já responde a processos por violência doméstica e uso ilegítimo de uniforme ou distintivo.

Veja imagens:

Contato por aplicativo

De acordo com as investigações, ele costumava exibir fotos fardado e afirmar que era policial para ganhar a confiança das vítimas. A vítima relatou que o contato com o suspeito começou após uma amiga conhecê-lo em um aplicativo de relacionamento. Ele se apresentava como policial e dizia poder ajudar pessoas a conseguir emprego.

Como a jovem estava no Distrito Federal para cursar direito e buscava trabalho, aceitou o encontro marcado para uma suposta entrevista. Segundo ela, André chegou cerca de uma hora atrasado, vestindo camisa camuflada e afirmando que estava em serviço e havia chegado de viatura.

Após a conversa e a ingestão da bebida oferecida por ele, a jovem começou a passar mal e perdeu completamente os sentidos. A defesa de André Luiz Alves da Fonseca ainda não havia se manifestado sobre o caso até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para eventuais posicionamentos

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fonte:

Correio Brasiliense/Metrópoles

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