Permissionários da Feira da Torre de TV passam por atualização cadastral
O governo de Brasília começou a atualizar o cadastro dos permissionários de boxes da Feira da Torre de TV. A ideia é mapear o espaço, corrigir possíveis irregularidades e resgatar o conceito original do local, criado para a difusão do trabalho de artesãos e artistas plásticos locais e para a venda de comidas típicas.
Serão quatro visitas até o fim de dezembro. A primeira delas,sexta-feira (13), serviu para orientar feirantes sobre as regras do local e notificar alguns deles sobre irregularidades observadas, tais como venda de produtos industrializados. Os servidores da Subsecretaria de Artesanato e Produção Associada ao Turismo, da Secretaria de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo, conferiram as licenças de funcionamento, as carteiras de artesão e de artista plástico, a documentação legal do expositor e de seus funcionários e os termos de permissão dos boxes.
Também foi aplicado um questionário individual, que auxiliará no acompanhamento dos produtos comercializados pelos artesãos. Há 650 boxes na feira, mas, durante a visita, foram encontrados vários fechados. Nesses, os funcionários da pasta deixaram notificações aos permissionários para que compareçam à secretaria a fim de atualizar o cadastro no prazo de 15 dias úteis.
Regras
De acordo com a subsecretária de Artesanato e Produção Associada ao Turismo, Antônia Grasia Contini, o objetivo também é cumprir as regras determinadas pelo Regulamento Geral da Feira de Artesanato da Torre de Televisão. “Hoje se encontram na feira produtos industrializados, importados e até mesmo eletrônicos. A ideia é fortalecer o artesanato local e orientar os permissionários para um melhor funcionamento do espaço.”
Segundo o regulamento, o permissionário não pode vender produtos industrializados nem expor ou comercializar itens que não constem na carteira de artesão. Os boxes também não poderão ser vendidos, alugados, cedidos ou divididos. Quem descumpre as regras está sujeito a advertência, multa e até perda da licença de funcionamento.