Cunha diz que emenda dele a MP não favorecia banco BTG Pactual
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta segunda-feira que uma emenda apresentada por ele a um Medida Provisória de 2013, que se tornou alvo de investigações da Procuradoria-Geral da República na Operação Lava Jato, não favorecia o banco BTG Pactual.
A PGR relatou neste domingo (30), em pedido enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que foi encontrado na residência de Diogo Ferreira, chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), um documento indicando o suposto pagamento de R$ 45 milhões do BTG para Cunha.
Segundo a PGR, o documento diz: “Em troca de uma emenda à Medida Provisória número 608, o BTG Pactual, proprietário da massa falida do banco Bamerindus, o qual estava interessado em utilizar os créditos fiscais de tal massa, pagou ao deputado federal Eduardo Cunha a quantia de R$ 45 milhões”.
Segundo Cunha, a emenda que ele apresentou, e que não foi aprovada na comissão que analisava a MP, iria contra os interesses do banco.
“A emenda que eu fiz prejudicou o interesse que estão colocando”, afirmou o deputado ao chegar à Câmara, no início da tarde.
Ainda de acordo com a PGR, a anotação encontrada na casa de Diogo Ferreira também diz: “Esse valor também possuía como destinatário outros parlamentares do PMDB. Depois que tudo deu certo, Milton Lyra fez um jantar pra festejar. No encontro tínhamos as seguintes pessoas: Eduardo Cunha, Milton Lira, Ricardo Fonseca e André Esteves”.
Cunha nega que tenha havido o jantar, porque, segundo ele, o suposto interesse do banco não foi atendido.
“Não havia o que comemorar, porque é contrário aos interesses que estão colocando”, argumentou o deputado.