Professores decidem entrar em greve em 15 de março

Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal decidiram entrar em greve a partir de 15 de março, quando também começa uma mobilização nacional. Mais de dois mil docentes participaram da votação, na Praça do Buriti, em frente à sede do Executivo da capital. Eles reivindicam principalmente cumprimento legal do pagamento da última parcela do reajuste aprovado na gestão de Agnelo Queiroz, em 2012, e aumento do auxílio alimentação. A categoria também se manifesta contra as reformas da Previdência e do Ensino Médio.
Com 95% das escolas fechadas no segundo dia letivo do ano, a categoria votou pelo início do movimento grevista em conjunto com o ato Convocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), decidido em congresso para combater a reforma da Previdência proposta pelo governo Temer e pelo cumprimento integral da Lei do Piso Nacional do Magistério. “O calote continua e o governo não apresentou data para cumprir as leis”, afirma Rosilene Corrêa, diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro).
Segundo a sindicalista, desde o início da gestão, o governo não tem aplicado os recursos necessários na educação ou cumprido com a agenda do Plano Distrital de Educação (PDE). Nas periódicas reuniões, nenhuma solução teria sido apresentada pelo gestor à categoria. Rosilene diz que, além do reajuste de 18% para “repor as perdas”, reivindicam pela atualização do auxílio alimentação, congelado há três anos.
Hoje, o Distrito Federal conta com 659 escolas públicas e cerca de 30 mil professores. Do total, aproximadamente 20 mil estão em sala de aula para atender quase meio milhão de alunos.
SAIBA MAIS
Os servidores reivindicam o pagamento de 3,73% da última parcela do plano de carreira dos professores, que deveria ter sido paga em outubro de 2015. Por estar no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, o GDF afirmou estar impedido de realizar o pagamento.
Em agosto, o governo estimou em R$ 1,3 bilhão o impacto dos reajustes aos servidores. Só em 2016, o governo gastaria R$ 200 milhões, e em 2017, R$ 1,3 bilhão. Na época, o GDF estudava como honrar o pagamento da última parcela do reajuste, aprovado na gestão Agnelo Queiroz.
