Câmara do DF elege presidentes de comissões permanentes da Casa;

Apos uma série de adiamentos, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) elegeu nesta quarta-feira (22) os presidentes das dez comissões permanentes da Casa. Os parlamentares também escolheram o novo ouvidor, Chico Leite (Rede); e corregedor, Juarezão (PSB).

Para a Procuradoria Especial da Mulher, foi designada a deputada Celina Leão (PPS). Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), quem vai presidir é Reginaldo Veras (PDT). Já na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof), Agaciel Maia (PR) foi reeleito.

Nas demais comissões, Telma Rufino (Pros) se reelegeu na Comissão de Assuntos Fundiários (CAF), Wasny de Roure (PT) foi eleito na Comissão de Educação, Saúde e Cultura (Cesc) e Ricardo Vale (PT) será, novamente, titular da Comissão dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar.

Após a definição, o presidente da CLDF, Joe Valle (PDT), disse que houve demora na escolha dos nomes porque os parlamentares buscavam “um acordo e harmonia na Casa”. De acordo com ele, isso “não foi totalmente conseguido”, mas o adiamento foi a melhor opção.

“Foi a melhor forma para termos a possiblidade de uma convivência harmônica. Com isso nós poderemos transmitir todo esse trabalho de harmonia em boas leis para a população de Brasília. Quero convidar todos os cidadãos a virem à Câmara e ocuparem esse espaço”, disse.

Adiamento e rompimento

O diretório do PPS no DF declarou no início do mês o rompimento “oficial” com o governo Rodrigo Rollemberg. O anúncio foi feito pelo senador Cristovam Buarque, ex-governador do DF e um dos principais aliados na eleição do atual governo, em 2014.

O racha aberto na Câmara provocou, no início do mês, o adiamento, por tempo indeterminado, da definição dos novos presidentes das comissões permanentes. A demora travou os trabalhos da Casa — sem a composição dos colegiados, assuntos em tramitação não podiam avançar.

Para que os titulares das comissões fossem definidos, foi preciso que os distritais se organizassem em blocos, e que as indicações de cada membro, nome a nome, fossem publicadas no Diário Oficial do DF.

A tramitação nas comissões é pré-requisito para que um texto chegue a plenário e possa ser aprovado em definitivo. Enquanto elas não forem montadas, todos os projetos de lei que estejam no meio desse caminho ficam paralisados.

Esse freio afetou projetos importantes para o dia a dia dos moradores do DF, como as propostas de alteração na Lei do Silêncio, eventuais medidas de recuperação econômica apresentadas pelo Buriti e projetos de remanejamento do orçamento local.

fonte:

G1

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