Polícia Civil faz operação contra o PCC no Distrito Federal

Nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (10/4), a Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), da Polícia Civil, deflagrou uma megaoperação para conter o avanço da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no Distrito Federal.

Foram cumpridos 30 mandados de prisão em cadeias que ficam no Entorno do DF e cinco nas cidades de Luziânia e Águas Lindas, ambas em Goiás. Há, ainda, mandados contra outros dois integrantes da organização criminosa, presos na Papuda,  e um no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), no SIA.

Há seis meses, a Deco mapeia a localização do chamado “líder do PCC-DF”, que comandaria todas as ações da facção na capital da República. Os investigadores identificaram o chefe da filial criminosa em um presídio, no Paraná. Gilvane de Assis, 33 anos, cumpre pena na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçú II e foi alvo de um dos oito mandados de busca e apreensão que a Deco cumpriu na cadeia paranaense na última semana.

Na cela de Gilvane, os investigadores apreenderam um livro com diversos manuscritos que apontam o nome, o apelido e a função de todos os integrantes que fazem parte da célula do PCC no DF. As investigações identificaram que o preso, mesmo encarcerado em um presídio no sul do país, conseguia enviar ordens por meio de celular a outros criminosos que estavam tanto nas ruas da capital do país quanto nas cadeias do Entorno.

As determinações envolviam a prática de crimes como roubos de veículos, tráfico de drogas e armas, além de homicídios.

Nível de organização
Os integrantes do PCC, de acordo com as apurações da Deco, possuíam alto grau de organização. O tráfico de drogas era feito de forma ordenada, com fornecedores e distribuidores bem definidos. Os carregamentos sempre vinham do Paraguai. O armamento usado pelos criminosos também era composto por armas mais pesadas e sofisticadas.

A função e a hierarquia de cada um dos integrante do PCC que agem no DF estão bem definidas no livro apreendido pela Deco. A facção nomeou um criminoso específico para comandar os integrantes que estão soltos nas ruas, enquanto outros são responsáveis por coordenar as operações em cada uma das cadeias do Entorno e do DF.

Na Papuda, as ordens chegam por meio de mensagens levadas pelos visitantes, advogados e por cartas endereçadas ao presos. No DF, segundo a polícia, todos os integrantes da organização criminosa presos estão identificados e isolados do restante da massa carcerária, sem exercer influência sobre os outros internos.

Aguarde mais informações.

fonte:

Metrópoles

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