Aluguel de armas de fogo alimenta guerras entre gangues no DF
Aluguel, cotização e até consórcio de armas compõem um mercado rentável e seguro para criminosos que integram gangues e quadrilhas alimentadas por uma guerra interminável contra rivais. Quase sempre as batalhas ocorrem em função de disputa por territórios e acertos de contas. Equipamentos de grosso calibre, como uma submetralhadora, chegaram a ser comprados por meio de uma “vaquinha” entre criminosos de Planaltina. O Metrópoles teve acesso a detalhes de investigações e conheceu como funciona a logística que leva ao esquema.
De acordo com a apuração de policiais da 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina), existem dois métodos utilizados pelas gangues para se manterem armadas. O primeiro é pagar pela “diária” do armamento. O valor varia de acordo com o calibre. Enquanto um revólver .38 custa cerca de R$ 200, uma pistola 9 milímetros pode chegar a R$ 500.
Trata-se de um comércio paralelo que contribui para o aumento das estatísticas da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social. Apenas nos primeiros nove meses de 2017, as polícias Civil e Militar apreenderam 1.572 armas, o que dá uma média de seis por dia.
Os grandes fornecedores são traficantes, conhecidos por terem maior poder aquisitivo. “Eles compram as armas e as repassam para outros criminosos que precisam cometer roubos, homicídios ou simplesmente se confrontar com rivais”, explicou um investigador ouvido pela reportagem.




