Transpequi. Chineses querem colocar nos trilhos o trem que vai ligar Brasília a Goiânia

Os chineses pediram ao governo federal que lance Procedimentos de Manifestação de Interesse (PMIs) para duas linhas de trens de passageiros. A primeira, ligando Campinas (SP), São Paulo e o Rio de Janeiro – o mesmo trajeto do esquecido trem-bala. A segunda ligaria Brasília a Goiânia, batizado de “Transpequi”, numa referência ao pequi, fruto do cerrado muito consumido na região.
Há sérias dúvidas sobre a viabilidade econômica de ambos os projetos. Mas isso não parece intimidar os chineses, que também estão estudando a Ferrovia Bioceânica, ligando Campinorte (GO) à fronteira com o Peru, para chegar ao Pacífico. Os chineses prometeram concluir os estudos até maio próximo. O pedido de lançar PMIs foi apresentado ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, durante sua passagem pela China, em fevereiro.
O PMI funciona como um “concurso de ideias”. Por meio de um convite público, o governo pede que empresas proponham soluções para um determinado plano, baseadas em estudos preliminares. O PMI não define o projeto final, mas ajuda os governos a começarem obras de grande porte com informações técnicas, que permitem, entre outras coisas, melhorar a aplicação dos recursos públicos, assim como sinaliza quais estudos devem ser feitos com mais aprofundamento.
Reunião com a ANTT
O trem ligando Brasília à capital Goiânia foi tema de uma reunião entre o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Luiz Macedo Bastos, na semana passada.
O custo total do empreendimento, segundo Perillo, seria de R$ 4,5 bilhões. Para colocar o projeto nos trilhos, seria lançada uma parceria público privada (PPP). O governador de Goiás disse que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea) está pronto.
A proposta inicial previa um orçamento de R$ 9 bilhões para o projeto. Mas foram eliminados alguns ramais e retirado o transporte de cargas pesadas, o que reduziu o valor pela metade.
A ideia inicial é que metade da obra seja bancada pela iniciativa privada e a outra metade seria paga pelos governos com dinheiro arrecadado com imóveis destinados a empreendimentos que seriam instalados à margem do trajeto do trem. (Com informações da Agência Estado e G1)
