Justiça nega liberdade a policial civil acusado de roubos

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) negou pedido de relaxamento de prisão ajuizado pela defesa do policial civil Márcio Gonçalves Dias. Ele foi detido no dia 27 de dezembro de 2017, no Recanto das Emas, acusado de utilizar a arma da corporação para roubar celulares na cidade. O agente tinha 22 anos de serviço e era chefe de plantão da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).

Após a prisão em flagrante, Dias foi submetido a audiência de custódia, na qual foi determinada a prisão preventiva. A defesa, então, apresentou pedido de relaxamento de prisão, sob a alegação de que a medida seria descabida.

Segundo os advogados, a detenção não tinha os “requisitos autorizadores”. Além disso, a defesa argumenta que o acusado é policial civil há 22 anos, tem residência fixa e não possui antecedentes criminais.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) se manifestou pela manutenção da prisão e, ao analisar o caso, o juiz substituto da Vara Criminal do Recanto das Emas, Wellington da Silva Medeiros, concordou com o posicionamento.

“O paciente foi flagrado em situação de roubo majorado pelo concurso de agentes e emprego de arma. Da análise dos autos – que, deveras, não é exauriente –, verifica-se que os partícipes na empreitada criminosa passavam-se por policiais civis para, com o paciente, praticar roubos nesta circunscrição judiciária”, afirma o magistrado, na decisão.

Ainda de acordo com o juiz, “soube-se, posteriormente, que outras vítimas compareceram até a 27ª DP (Recanto das Emas) e narraram roubos com o mesmo modus operandi que o crime ora analisado, de modo que há fortes indícios de que o paciente já vinha de outras situações em sua escalada criminosa. De tudo que se tem ciência, há suspeita de que ele pode estar envolvido em outros roubos majorados e em associação criminosa”.

Crime
Márcio Gonçalves Dias e outros dois suspeitos foram detidos no fim de dezembro, após um jovem de 19 anos ter procurado a 27ª DP para denunciar três homens que haviam roubado seu telefone celular e fugido em um Hyundai i30 preto. Por volta das 23h40 daquela quarta-feira, 27 de dezembro de 2017, policiais militares começaram a patrulhar a região e avistaram o carro e os suspeitos.

Durante a abordagem, o policial civil mostrou aos militares a identidade funcional e alegou procurar um grupo de ladrões que teria levado o celular do seu filho. Ao realizar buscas no veículo, a equipe da PM foi surpreendida ao localizar alguns aparelhos telefônicos dentro do carro, além de duas armas de fogo. O trio também foi reconhecido por vítimas.

fonte:

Metrópoles

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