Acessos ao início do Eixão Sul são abertos. Saiba o que muda no trânsito

Motoristas já conseguem acessar o início do Eixão Sul, nesta quinta-feira (15/2), após a liberação de duas alças de acesso construídas para desafogar o trânsito. O acesso será feito de forma contínua, contornando o viaduto e seguindo o fluxo do Eixo Norte-Sul. O trecho estava interditado há nove dias, desde que parte do viaduto sobre a Galeria dos Estados desabou, em 6 de fevereiro. A liberação ocorreu por volta das 6h, quando a movimentação de carros começava a aumentar. Não há registro de acidentes na região.
Cada desvio terá três faixas de rolamento. Um deles liga o Eixinho W à Asa Sul, e o outro, no sentido contrário. A velocidade no local será de 40km/h. Mas a liberação da passagem de pedestres na Galeria dos Estados, que estava programada para hoje, pode não acontecer, porque ainda passa por reformas. O governo aguarda a conclusão de estudos para tomar a decisão se o viaduto será todo reconstruído ou reformado.
O governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB) visitou as obras ontem, mas não apresentou o custo da reforma. “O que posso garantir para a população de Brasília é que não faltarão recursos para que possamos recuperar definitivamente e adequadamente esse viaduto”, afirmou Rollemberg.
Ele não deu previsão de tempo para demolir ou reformar a estrutura, mas completou que “o governo vai trabalhar com mesmo afinco para que, muito em breve, a população possa ter acesso ao viaduto com segurança e de forma adequada”. Rollemberg ainda disse que a falta de manutenção foi responsabilidade de governos passados. “O que nós estamos vendo é uma omissão de vários governos e inversão de prioridades.”

Análise nos laboratórios da UnB

Também ontem, parte do concreto armado e dos cabos de aço protendidos (tensionados dentro da estrutura de concreto) começaram a ser retirados da estrutura e seguiram para laboratórios da UnB onde vão passar por análises. Durante todo o fim de semana e feriado de carnaval, professores da UnB, mestrandos e doutorandos fizeram estudos da patologia da estrutura, com mapeamento do desenho do viaduto.
“Será feita a análise da característica do material, a averiguações da corrosão do aço e da resistência dos cordoalhos”, explicou José Humberto Matias de Paula, professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental. Ele reforçou que, paralelamente à pesquisa na UnB, a Novacap vai realizar análises de modelação computacional. “São estudos para verificar o equipamento a ser usado”, comentou.
fonte:

Correio Braziliense

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