Mulher dá à luz em carro do Samu na zona rural do DF; ambulância foi guinchada por trator

 

   Profissionais do Samu do Distrito Federal tiveram de recorrer a um carro, um helicóptero e até um trator durante o atendimento a uma grávida na zona rural do Paranoá, na manhã desta terça-feira (17). O parto foi feito na ambulância, que “empacou” no caminho até o hospital mais próximo.

Apesar do susto, mãe e bebê passam bem. Segundo o Samu, a equipe foi chamada por volta das 6h para transportar Leidiane Pereira, grávida de nove meses. A ambulância levou cerca de uma hora para chegar à chácara, no Núcleo Rural Sobradinho dos Melos.

No caminho de volta, o carro parou em uma subida íngrime. Sem tração, a equipe do Samu pediu reforço por terra e pelo ar, mas o bebê não quis esperar. Às 8h30, o quinto filho de Leidiane, Isaque, nasceu na ambulância.

Responsável pelo parto, o técnico de enfermagem do Samu Flávio Vitorino conta que um trator chegou ao local para puxar a ambulância – mas levou uma corda que não suportaria o peso do veículo. Enquanto isso, Leidiane começou a ter uma hemorragia pós-parto que preocupou a equipe.

“Foi meu quarto parto no Samu, mas as circunstâncias foram completamente inusitadas”, diz Vitorino. Com o sangramento da mãe, a equipe intensificou os pedidos de reforço, enquanto pensava em alternativas para retirar Leidiane e Isaque do local.

“Já estávamos até pensando em um plano B, colocar ela na prancha de trauma [espécie de maca] e levar a pé, por 2, 3 quilômetros.”

A operação de guerra não foi necessária. Minutos depois, um helicóptero do Corpo de Bombeiros chegou ao local para transportar a mãe ao Hospital Regional do Paranoá.

Como o quadro era menos grave, a equipe optou por não embarcar o bebê na aeronave. A criança foi levada ao mesmo hospital “por terra”, em uma segunda ambulância enviada à chácara.

“Nós, do Samu, vemos o limiar da vida e da morte, o que tem de melhor e pior no ser humano”, diz Vitorino, aliviado após o sucesso da operação. Horas antes, ele tinha feito outro socorro “dramático”, de um paciente com parada cardíaca.

“Nesse plantão, eu fui aos dois extremos: atendi uma parada cardíaca na madrugada e, no final do plantão, vi a vida renascer. Muito emocionante mesmo.”

fonte:

G1

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