Funcionários que desviavam dinheiro de bilheteria do Zoo são demitidos

Cinco funcionários do Zoológico de Brasília foram demitidos por suposto desvio de dinheiro da bilheteria da instituição. Após receber uma denúncia por meio da ouvidoria, a direção da unidade descobriu que um grupo de trabalhadores tinha a prática de não registrar algumas entradas de visitantes no histórico financeiro. Ou seja, o cidadão pagava pelo ingresso, mas os funcionários embolsavam os valores sem registrar o acesso da pessoa no sistema.
Ao analisar o histórico das imagens, os responsáveis pelo Zoo verificaram a prática criminosa em pelo menos três ocasiões. O caso foi encaminhado à Controladoria-Geral do DF (CGDF), que abriu apuração sobre o caso. Segundo o diretor-presidente do Zoo, Gerson Norberto, os terceirizados envolvidos na fraude foram substituídos logo após a confirmação do esquema. Eles integravam os quadros da Interativa, empresa que presta serviço à instituição nas áreas de bilhetagem e limpeza.
De acordo com Noberto, há uma licitação em curso para a compra de novas catracas e sistema de software mais moderno, medidas que devem acabar com esse tipo de golpe. “Esse novo sistema exigirá a contra-apresentação do cartão para liberar o acesso, o que hoje é feito mecanicamente. Enquanto o processo de compra não é finalizado, pedimos ao público que nos comunique quaisquer movimentação estranha”, afirmou.
Não é a primeira vez que funcionários são flagrados lesando os cofres do Zoológico de Brasília. Em 2016, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) descobriu que pelo menos R$ 635 mil haviam sido desviados da bilheteria por sete terceirizados entre 2011 e 2015. Todos também foram demitidos.
