Homem fere mulher à bala e ameaça invadir hospital do DF para matá-la

A Polícia Civil do Distrito Federal e de Goiás procuram por um homem que tentou matar duas ex-companheiras de forma brutal. Na última tentativa de feminicídio, a vítima levou dois tiros, mas escapou por sorte após o terceiro e último disparo, que seria na cabeça, ter falhado. Funcionária de um salão de beleza no Guará, Elisângela Ribeiro Clementino, 46 anos, está internada em estado grave no Hospital Regional de Ceilândia (HRC).
O autor do crime, Hélio Rodrigues Melo, 42, está foragido. O crime ocorreu no último domingo (19/05/2019), quando Elisângela estava em casa, em Águas Lindas (GO), no Entorno do DF. O criminoso invadiu a residência e disparou duas vezes, atingindo o ombro e o abdômen da vítima. O terceiro disparo falhou e Hélio fugiu em seguida. O caso foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) da cidade.
Um dos projéteis perfurou o pulmão de Elisângela, que permanece em estado grave, mas estável no HRC. Após saber que não havia tirado a vida da ex-companheira, Hélio começou a ameaçar o filho de Elisângela prometendo invadir o hospital para matá-la e depois assassiná-lo também.
Alta periculosidade
No áudio, obtido pela polícia civil goiana, o criminoso ameaça invadir o hospital onde Elisângela está internada e “acabar o serviço”. “Onde ela tiver, eu vou buscar”, diz o homem. De acordo com a delegada da Deam, Ana Hasegawa, o pedido de prisão de Hélio já foi expedido pela Justiça. “É um criminoso de alta periculosidade e estamos trabalhando para prendê-lo. Mesmo debilitada, a vítima foi ouvida e confirmou que ele foi o autor do crime”, disse.
Os casos de violência contra mulheres cometidos por Hélio também resultaram em uma condenação. Ele tem mandado de prisão em aberto por tentar matar uma ex-companheira, em novembro de 2014. em Ceilândia. O autor usou uma arma artesanal para abrir fogo contra a mulher, em Ceilândia. Como Elisângela, a vítima conseguiu sobreviver ao ataque.
Violento, Hélio também matou um homem a tiros, depois de uma briga de bar, em Samambaia, em 2016. ele conseguiu escapar do cerco policial mas foi condenado pelo crime. Seu mandado de prisão condenatória permanece em aberto.
