Simples sofrem com arrogância de poderosos. Advogado vira símbolo de comportamento

Os trabalhadores humildes são os alvos preferidos dos arrogantes. As humilhações acontecem em todos os estados brasileiros e, muitas vezes, são praticados por magistrados, e até advogados. Gente formada para defender as leis.
No pódio da conduta reprovável está o ato de um desembargador paulista que simplesmente descartou de forma cruel um Guarda Civil de Santos. O caso foi parar na polícia e o magistrado pediu desculpa. Não sarou com isso a ferida aberta no trabalhador.
Outro fato lastimável teve como pouco a capital federal, onde um advogado aparentemente descompensado deu um show de arrogância e destratou horrivelmente um motoboy e recepcionistas de um hotel de luxo de Brasília.
O Dr. Humberto Kremer Neto humilhou com gestos e palavras os trabalhadores. O advogado até se desculpou, mas não apagou as chagas abertas dos simples trabalhadores.
O advogado sendo um operador do direito, alguém com o compromisso de dar voz aos que buscam a justiça, agiu bem ao contrário dos mandamentos da sua profissão, passando de defensor a opressor, e o que é mais grave, de pessoas simples e desprotegidas, que atônitas tiveram que enfrentar a cólera do causídico.
Aliás, percebe-se um círculo vicioso nessas ocorrências, o agressor poderoso é identificado pela imprensa, é bem orientado, e assim vem a público com falsa humildade, pede desculpas entre lágrimas, e depois continua agindo igual.
Todos os dias as autoridades policias registram agressões parecidas em diversas cidades.
Outros Casos
Além dos casos do DF e de SP, um outro chamou à atenção. Um motoboy foi acredito em Capina Grande-PB simplesmente porque buzinou na hora de entrega. Os colegas não gostam e protestaram.
Indignado o entregador se uniu aos demais colegas da profissão, que decidiram fazer um protesto em frente à residência da mulher. No local onde foi feito a ameaça, os entregadores fazem um buzinaço e soltam até fogos de artifício.
Já no Rio de Janeiro um outro motoboy diz que foi constrangido e ameaçado com uma arma num shopping de Jacarepaguá, da capital fluminense.
Orlando Júnior Barbosa, de 24 anos, contou que um homem se aproximou dizendo que era policial, mas sem uniforme nem identificação e, de forma agressiva, queria saber o que o entregador estava fazendo no local. A conversa resultou em uma imensa confusão, que acabou na policia e na imprensa.
