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Irã convida Agência Internacional de Energia Atômica para inspecionar reator

O Irã convidou a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) para inspecionar o reator nuclear de produção de água pesada em Arak, no Centro-Oeste do país, no dia 8 de dezembro, em resposta ao compromisso assumido pelo país em meados de novembro. A informação foi dada hoje (28) pelo diretor-geral da Aiea, Yukiya Amano, ao Conselho de Governadores da agência, em reunião que termina amanhã (29), em Viena, na Áustria. “Posso informar ao conselho que recebemos um convite do Irã para visitar o centro de produção de água pesada de Arak em 8 de dezembro”, disse Amano.

O reator de água pesada de Arak está no cerne das preocupações das grandes potências em relação ao programa nuclear iraniano, pois permitiria ao Irã fazer extração de plutônio – uma alternativa ao urânio enriquecido, para construir uma bomba atômica.

Em 11 de novembro, o Irã e a Aiea firmaram acordo com o objetivo de “criar mais confiança entre as duas partes” e garantir a natureza pacífica do programa nuclear iraniano. No documento, além da inspeção do reator de Arak, que não tem autorização para receber visita desde agosto de 2011, há a previsão de uma inspeção à mina de urânio de Gachin, no Sul do país, e um compromisso do Irã de dar informações sobre eventuais projetos de novos reatores nucleares ou novos locais de enriquecimento de urânio.

Segundo acordo provisório concluído no domingo (24) em Genebra, na Suíça, com o G5+1 (grupo dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) – Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China – e a Alemanha), o Irã se comprometeu a suspender os trabalhos no reator durante seis meses, em troca do fim de algumas sanções econômicas.

Durante os seis meses de vigência desse acordo, as partes deverão negociar um documento duradouro para acabar com um contencioso nuclear de dez anos. A comunidade internacional teme que, sob pretexto de um programa nuclear civil, o Irã esteja tentando construir uma bomba atômica. Teerã sempre desmentiu a hipótese. (Com informações da Agência Lusa)

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