Solidariedade e amor ao próximo

Aos 64 anos de idade o pastor Luiz Carlos Souza, morador do bairro Valparaízo II, não tem motivos para bajular ninguém. Quando o assunto é saúde o senhor reclama. Com lágrimas nos olhos ele conta que ficou na lista de espera para realizar uma cirurgia de varizes por dois anos e meio.  Neste período, além de ficar quase sem andar, foi forçado a abandonar o serviço. Já estava perdendo a esperança quando apareceu uma espécie de anjo em sua vida. Tratava-se de Henrique Oliveira Filho, o Henrique das Cirurgias.

Henrique Oliveira Filho, o Henrique das Cirurgias, com o Pastor Luiz
Henrique Oliveira Filho, o Henrique das Cirurgias, com o Pastor Luiz

“O meu problema de varizes era muito sério, poderia evoluir para trombose. Em 2013 os médicos optaram pela cirurgia”, lembra o Baiano de Ilhéus. Até o mês de novembro do ano passado seu Luiz perambulou por diversos órgãos de saúde para conseguir a tão necessária operação. A fila do SUS não andava. “Quando o Henrique pegou a papelada me levou para Goiânia. Dia 13 de novembro fiz a cirurgia”, conta o Pastor, que faz questão de lembrar que foi a capital do Estado sem nada no bolso. “Não tinha dinheiro nem para ajudar com a gasolina.”

Graças a relações de amizade de Henrique das Cirurgias, o pastor, além de realizar o tratamento de varizes nas duas pernas, agora goza de uma nova visão: fez uma correção nos dois olhos. “Se ele não aparecesse na minha vida não saberia oque seria de mim”, emociona-se Luiz, que conheceu Henrique em um culto evangélico. O religiosos diz que, agora, pode até jogar bola.

O trabalho desenvolvido por Henrique não agrada a todos. Insatisfeitos com o alcance social das ações do anjo da solidariedade, alguns tentam impedir a continuação dos serviços. Adversários plantaram no ano passado uma  informação falsa em uma TV. “Fiquei sentido e muito chateado. Aliás, eu fiquei muito indignado quando vi aqui na televisão. Pedi a Deus que provasse tudo”, revela Luiz Carlos, que conclui: “O justo viverá pela fé.”

A esposa do Pastor Luiz foi o esteio do marido durante o período que buscava a cirurgia. Dona Altamira, que também é pastora, lembra que, em alguns casos, falta boa vontade para ajudar as pessoas. “O Henrique é uma pessoa humilde, que consegue as coisas com um pouco de amor e boa vontade.”

Neide

Diferente do pastor Luiz, que não tinha dinheiro em para ajudar no combustível, Neide Brito, moradora do bairro Jardim Oriente, contava com poucos recursos para realizar uma cirurgia ortopédica.

“Em um hospital do Gama custava R$ 22 mil e um outro de Luziânia cobrou R$ 19 mil. Eu não tinha condições de arcar com essa despesa. Foi quando a minha filha lembrou do Henrique, que já ajudou muitas pessoas conhecidas. Dois dias depois de saber do caso ele me levou a Goiânia e conseguir operar. Me cobraram apenas R$ 3 mil e ainda fiquei em um apartamento. O Henrique falou que eu era parente dele”, conta a senhora, que comemora o resultado do tratamento.

Casa

A reportagem passou algumas horas na residência de Henrique das Cirurgias no bairro Parque São Bernardo. O local tem movimentação intensa. As pessoas buscam, além de tratamentos de saúde, cestas básicas e atenção. A família do voluntario da saúde compreende e apoia o trabalho do patriarca.

Em 2015 Henrique intermediou quase 200 cirurgias. Ele atribuiu o índice aos médicos que conhece em Goiânia.   “Temos uma legião de anjos que gosta de fazer o bem. Sem eles eu não  sou ninguém“, reconhece com lágrimas nos olhos Henrique.

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