Colmeia: policiais são condenados por vender galinhas, churrasqueiras e blocos de cimento dentro de presídio no Gama-DF

Servidores vão responder por improbidade administrativa. Defesa de Marcelo Araújo afirma que manutenção do galinheiro 'era de conhecimento das autoridades'; defesa de William Pereira não se manifestou


PFDF, em Brasília, em imagem de arquivo — Foto: TV Globo/Reprodução

Dois policiais que trabalhavam no Presídio Feminino do Distrito Federal (PFDF), conhecido como Colmeia, são acusados de vender galinhas, churrasqueiras, blocos de cimento e outros produtos dentro da unidade, para lucro próprio. Segundo testemunhas, por causa da sujeira deixada no local, a PFDF foi apelidada como “lixolândia” por alguns servidores.

William Pereira Monteiro, que é sargento da Polícia Militar, e Marcelo Araújo Mesquita, agente aposentado da Polícia Civil, foram condenados por improbidade administrativa pela Justiça do DF na terça-feira (25).

Procurada pela TV Globo, a defesa de Marcelo Araújo respondeu que a manutenção do galinheiro dentro do presídio “era de conhecimento das autoridades” e que não há provas de que o acusado tenha obtido vantagem ilícita com o serviço prestado. Já a defesa de William Pereira não retornou até a última atualização desta reportagem.

Em nota, a Polícia Militar do DF afirmou que tomou conhecimento do caso em 2021 e logo deu início ao processo de apuração.

Marcelo e William ocupavam cargos de chefia na Colmeia entre 2015 e 2019, quando os crimes foram cometidos, segundo a Justiça do DF. Eles eram responsáveis por retomar as atividades do “Projeto Mãos Dadas”, que permite o trabalho de internos em reparos de espaços públicos em troca da redução da pena.

No entanto, segundo a denúncia do Ministério Público, os ex-gestores usavam mão de obra carcerária para serviços particulares.

Na decisão do Tribunal de Justiça do DF, a juíza Sandra Cristina Candeira de Lira ressalta que os réus tinham o dever legal de zelar pela manutenção e conservação da penitenciária, mas que foi constatado exatamente o contrário.

Casos de dengue, criação de bode e ambiente insalubre

A sentença expedida na terça-feira também apresenta diversos depoimentos de testemunhas que trabalharam na Colmeia entre 2015 e 2019.

Um dos depoentes disse que o presídio era bastante sujo, com obras por serem feitas e falta de reparos. Além disso, relata que “era uma reclamação frequente quanto à limpeza, casos de dengue, materiais que haviam sido abandonados, peças velhas e móveis descartados”.

Outra testemunha diz que as “instalações dos presos do sexo masculino que cumpriam pena na penitenciária viviam em um puxadinho, em um ambiente insalubre, perigoso, em um local com beliches amontoadas, com fiações à vista e risco muito grande de incêndio”.

Mais um depoente confirmou a criação de galinha dentro do presídio. Segundo ele, eram vendidos ovos para servidores e outras pessoas. A testemunha relata também que havia um bode e outros animais criados com mão de obra de presos, sem prestação de contas ou regulamentação.

Marcelo e William tiveram os direitos políticos suspensos por 10 anos e estão proibidos de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos fiscais pelo mesmo período. Eles também terão que pagar multa equivalente a 10 vezes o valor da remuneração que recebiam na época.

Segundo o portal da transparência, os dois têm salário líquido entre R$ 10 mil e R$ 11 mil.

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fonte:

g1

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