Numanice: saiba por que DF não terá ação do Hemocentro com Ludmilla

Ação do Numanice, de Ludmilla, com hemocentro do RJ gerou 2 mil bolsas de sangue, mas envolve polêmica com legislação e riscos de saúde

Ludmilla

A cantora Ludmilla desembarca em Brasília nesta semana para o show Numanice, que faz sucesso rodando pelo Brasil. No Rio de Janeiro, uma ação entre ela e o Hemocentro, pelo projeto “Numanice tá no sangue”, repercutiu nacionalmente. Fãs que doaram sangue ganharam um ingresso para acompanhar o pagode de Lud ao vivo, gerando mais de 2 mil bolsas e beneficiando mais de 8 mil pacientes. Mas, depois de muita polêmica, o Distrito Federal, que recebe a atração dia 9, não vai ter uma iniciativa semelhante.

Apesar de toda a boa intenção de Ludmilla, a ação tem entraves legais. Em Minas Gerais, por exemplo, o Hemocentro barrou o projeto que incentivaria a doação de sangue e gerou grandes debates, com a própria cantora se dizendo “perplexa” com a situação, mas prometendo repetir o caso de sucesso do Rio em outras cidades.

A dificuldade principal de tocar o “Numanice tá no sangue” vem da lei que institui a Política Nacional de Sangue. O Art. 14 da Lei nº 10.205/2001 proíbe a “remuneração ao doador pela doação de sangue” e a “comercialização da coleta, processamento, estocagem, distribuição e transfusão do sangue”, além de ressaltar que a doação é voluntária e não remunerada.

Brasília

No DF, o presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Osnei Okumoto, explicou que, além da legislação, existe um risco à saúde em promover ações em que a doação de sangue vem com um benefício como o ingresso de um show. Isso porque uma das etapas fundamentais da doação é a triagem com questionário ao doador.

“Nessa triagem clínica são feitas várias perguntas ao candidato a doar o sangue, que são feitas para proteger o doador e o paciente receptor, sobre medicamentos, cirurgias e mais. Existem vários casos em que a pessoa não vai poder doar sangue, ou momentaneamente ou definitivamente. Para ‘trocar’ o sangue por um ingresso, ele pode omitir alguma informação na triagem, e isso vai trazer risco para ele e para o paciente”, detalha o presidente do Hemocentro.

Os questionamentos para quem tenta realizar a doação são essenciais. Osnei explica que todo sangue doado passa por exames antes de chegar ao receptor, mas existe a chamada “janela imunológica”, que, em termos mais simples, é um período em que infecções existentes ainda não são detectadas no exame molecular.

“Se todo mundo fosse falar a verdade, seria muito bom. Mas isso que a gente chama de barganhar, trocar o sangue por qualquer coisa, não é eticamente bom para o doador ou receptor. Uma doação salva quatro vidas, então, com uma única bolsa, você pode comprometer quatro vidas”, lembra Osnei.

Projeto de Lei Ludmilla

Quando o projeto “Numanice tá no sangue” acabou sendo barrado em Minas Gerais, a cantora Ludmilla lamentou. No X, antigo Twitter, ela postou que ficou “perplexa de ver como uma ação social como essa é derrubada”. “Falta sangue nos hemocentros de todo o Brasil e, quando alguém faz algo para incentivar a doação, simplesmente freiam o movimento”, desabafou.

Ela também lembrou que “o evento não ganha nada com isso”. “Sempre foi um sonho poder ajudar o próximo, fazer ações sociais. Agora que posso, me frustro com esse tipo de atitude”, pontuou. No texto, Ludmilla agradeceu a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) por dizer que iria protocolar o ‘Projeto de Lei Ludmilla’ em prol da causa.

Duda chegou a postar que iria propor essa nova legislação, mas apagou o tweet depois e o projeto acabou não sendo apresentado na Câmara dos Deputados, muito por conta da polêmica ética citada por especialistas. Em portaria de 2016, o Ministério da Saúde estabelece que o doador não pode, de forma direta ou indireta, “receber qualquer remuneração ou benefício em virtude da sua realização”.

Como doar

Doar sangue pode não levar o brasiliense para ficar frente a frente com Ludmilla cantando um pagode, mas muda por completo a vida de pessoas que precisam de transfusões para sobreviver. Atualmente, o Hemocentro do DF está com estoque crítico das bolsas de sangue O- e AB-. Já os tipos sanguíneos O+, B- e A- estão com estoques de nível baixo.

Para agendar a doação, basta acessar este link ou entrar em contato pelos telefones 160 opção 2, ou 0800 644 0160.

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fonte:

Metrópoles

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