Celina anuncia que GDF vai ocupar Centrad; quatro secretarias preparam mudança. Veja vídeo

Governadora confirmou que os primeiros órgãos a ocupar o espaço serão Seduh, Secretaria de Obras, Casa Civil e Casa Militar

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Nesta segunda-feira (1º), o Governo do Distrito Federal (GDF) deu início ao processo de ocupação do Centro Administrativo do DF (CADF), em Taguatinga. A medida, determinada pela governadora Celina Leão, faz parte de uma estratégia para reduzir gastos com aluguéis e otimizar a estrutura da administração pública.

“Nós estamos dando um passo importante para reduzir gastos com aluguel no GDF. Hoje já temos a possibilidade concreta de ocupar esse espaço. A orientação é que as secretarias que hoje utilizam recursos públicos com aluguel sejam as primeiras a se instalar”, afirma a chefe do Executivo. 

“Nós estamos dando um passo importante para reduzir gastos com aluguel no GDF. Hoje já temos a possibilidade concreta de ocupar esse espaço. A orientação é que as secretarias que hoje utilizam recursos públicos com aluguel sejam as primeiras a se instalar”, afirmou a governadora Celina Leão | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Celina Leão ressalta que o espaço foi construído com esse intuito e está estruturalmente bem preservado e precisa ser valorizado.

“Além da economia de recursos públicos, a ocupação traz vida e dinamismo ao local”Governadora Celina Leão

Também faremos a transferência do nosso gabinete, junto com outras áreas estratégicas. A ideia é estruturar um planejamento para ocupar 100% do CADF.”

A expectativa do GDF é ocupar gradualmente os 182 mil metros quadrados do espaço, distribuídos em 16 edifícios, concentrando órgãos estratégicos que atualmente funcionam em prédios alugados em diferentes regiões do Distrito Federal. A primeira pasta a iniciar a mudança será a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), que já prepara a transferência para o complexo.

“Nós vamos iniciar a alocação nos prédios do Centro Administrativo e será responsável por conduzir todas as intervenções necessárias para receber as demais secretarias. O detalhamento das ações já começou, em conjunto com a Secretaria de Economia, e também será feito com a Casa Civil, que vai coordenar a destinação dos prédios e definir quais áreas serão ocupadas por cada órgão do governo”, explica o secretário de Obras, Valter Casimiro.

Atualmente, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) já executa serviços de recuperação do paisagismo, com manutenção dos gramados e limpeza das calçadas, em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Também já foi acionada, por meio da Secretaria de Economia, a manutenção dos elevadores. Paralelamente, a Secretaria de Obras faz o levantamento das principais demandas estruturais, como impermeabilização de lajes, recuperação de calçadas e calhas, entre outras intervenções necessárias para viabilizar a ocupação.

“Nós vamos iniciar a alocação nos prédios do Centro Administrativo e será responsável por conduzir todas as intervenções necessárias para receber as demais secretarias”, destacou o secretário de Obras, Valter Casimiro

“De imediato, a expectativa é que mais de 150 servidores da própria Secretaria de Obras passem a ocupar o espaço. Em seguida, as demais secretarias serão transferidas, cada uma com seu contingente, conforme o planejamento definido”, complementa o secretário de Obras. 

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF (Seduh) também deve integrar o processo de mudança para o Centro Administrativo. “A governadora convocou alguns secretários para conhecer o local, com o objetivo de avaliarmos a situação do empreendimento, especialmente das pastas que hoje funcionam em imóveis alugados. No nosso caso, o contrato está próximo do vencimento, e a orientação foi renovar apenas pelo período necessário para viabilizar a mudança o quanto antes.

A partir dessa determinação, vamos iniciar um levantamento das necessidades para a transferência da equipe. Com isso, poderemos estruturar o processo de mudança e levar os servidores para o Centro Administrativo”, afirma o secretário da Seduh, Marcelo Vaz.

Entre as secretarias prioritárias para a ocupação estão a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, a Casa Civil, a Casa Militar e a Secretaria de Governo.

Centro Administrativo

O CADF foi construído, há pouco mais de 10 anos, para se tornar o principal centro administrativo do governo distrital, reunindo diversas secretarias e órgãos em um único espaço. No entanto, apesar de entregue em 2014, nunca foi inteiramente ocupado.

O empreendimento enfrentou uma longa trajetória marcada por entraves jurídicos, questionamentos contratuais e disputas judiciais envolvendo os custos da obra e pagamentos pendentes. Durante anos, o espaço permaneceu subutilizado enquanto o governo discutia soluções legais e financeiras para viabilizar sua ocupação definitiva.

Além da redução de custos, a ocupação do CADF também deve impulsionar a movimentação econômica de Taguatinga, com aumento do fluxo de servidores, visitantes e serviços no entorno do complexo administrativo.

O governo trabalha em um cronograma escalonado de mudanças para garantir que a transição ocorra sem prejuízos ao atendimento da população. “Essa mudança representa uma nova lógica de gestão: menos desperdício, mais planejamento e mais investimento onde realmente importa, que é o atendimento ao cidadão”, acrescenta o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira.

Segundo Valdivino, o GDF ainda contabiliza os ganhos da medida. “A governadora vai organizar a logística dessa transição para não termos prejuízos. Tudo está sendo feito com muita responsabilidade e cautela”, conclui.

Segundo a governadora, o próprio gabinete dela será montado no espaço. “A minha determinação é que as secretarias que pagam aluguéis devem sair para a gente economizar. É um prédio que, judicialmente, ficou liberado para a nossa ocupação, depois de tantos erros na formatação. É mais um problema deixado por governos anteriores que a nossa gestão resolveu”, declarou à coluna.

Construído em 2009 e inaugurado em 2014, o Centrad nunca foi ocupado. O GDF fechou parceria público-privada com a Odebrecht e a Via Engenharia para o complexo, que contou com empréstimo da Caixa. A estrutura foi orçada em R$ 660 milhões, mas acabou custando R$ 1 bilhão.

Em 2022, o GDF anulou a PPP com o consórcio em meio a 60 processos envolvendo o Centrad. As ações discutem temas como alvará do prédio, indícios de fraude no acordo e ausência de documentos para colocar o empreendimento em operação.

Em fevereiro de 2026, o então secretário de Economia do DF, Daniel Izaias, solicitou à Assessoria de Projetos Especiais que envie o valor de eventual passivo que o GDF deverá pagar às empresas para compor a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. Celina, porém, afirmou que o GDF não pagará dinheiro às empresas pelo espaço.

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fonte:

Metrópoles

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