Vacina da febre amarela no DF esbarra na desinformação

A falta de informação faz com que moradores do Distrito Federal perambulem pela cidade em busca da vacina contra a febre amarela. A Secretaria de Saúde alega que não há falta de doses na capital, mas, como a concentração do estoque é feita no órgão, alguns centros de saúde ficam sem o insumo no período entre a solicitação e a entrega do material. O problema para os brasilienses é que não há formas de saber quais unidades de saúde estão sem o material, pois os telefones de grande parte delas não funcionam. Assim, muita gente acaba frustrada.
É o caso do pedreiro David de Oliveira, 38 anos, que percorreu 19 quadras de Santa Maria e não conseguiu ser vacinado. “Saí de casa cedo, andei cinco quadras até o Centro de Saúde Nº1 e recebi a informação de que não tinha vacina. Depois disso, peguei um ônibus, passei mais 14 quadras e cheguei ao Centro Nº 2, onde recebi a mesma informação”, reclama.
O problema não é apenas com David. Apenas ontem, mais de 10 leitores mandaram mensagens ao WhatsApp do Correio (99256-3846), informando a falta do insumo em postos de Taguatinga, de Sobradinho, da Asa Sul e da Asa Norte. O policial civil Luiz Meirelles, 51, começou a procura pelo Hospital das Forças Armadas (HFA), no Cruzeiro. Em seguida, compareceu ao Centro de Saúde Nº 11, na 905 Norte, e finalizou a procura no Hospital Dia, na 508 Sul. “Nos dois primeiros, não havia vacina. Na Asa Sul, fui informado que havia o material, o que não tinha era quem aplicasse”, queixa-se. Para ele, porém, o mais revoltante é não ter como se informar. “Nenhum telefone atende, temos de deixar tudo para trás e sair levando ‘não’ de posto em posto”, lamenta.
