Polícia identifica novas vítimas de pastor que estuprava fieis para tirar ‘maldição do sexo’

A Polícia Civil de Goiás identificou outras três vítimas de um pastor e da esposa dele por estupro, em Edeia, no sul de Goiás. O casal havia sido preso depois que uma adolescente denunciou abusos por parte do chefe de igreja sob o pretexto de combater a “maldição do sexo”. As vítimas ainda devem ser ouvidas, e o casal nega todas as acusações.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Quéops Barreto, as vítimas se pronunciaram dizendo o que aconteceu com elas, ou o que o casal tentou. Ele acredita ainda que mais vítimas possam surgir no decorrer das investigações. Ao portal, Quéops disse ainda não saber se as alegações das vítimas são as mesmas apresentadas pela primeira.

A primeira denúncia partiu de uma adolescente de 16 anos. Os abusos, conforme a denúncia, começaram quando ela tinha 13 anos e duraram aos menos dois. Segundo o delegado, as tratativas eram feitas com a esposa do pastor. Ela dizia que a vítima precisava passar por aquela situação e “ensinava a fazer o ritual”.

O pastor abusou da menina em quase 20 ocasiões, segundo o delegado, quando a adolescente ia para a igreja e era levada para a casa do líder religioso, que fica nas proximidades.

“Primeiro, ele disse que era preciso de três relações, depois mais sete e depois mais sete. Ele disse que mesmo se ela fizesse, ia permanecer virgem”, contou Quéops. A mãe da vítima não tinha conhecimento dos abusos. Ela só descobriu tudo porque estranhou o comportamento da jovem relacionado à questão de virgindade no namoro. Ao questioná-la, a adolescente revelou o que aconteceu, informou o G1.

Segundo a polícia, o pastor já havia feito a mesma proposta para a mãe, mas sem sucesso. A mulher deixou a igreja. Se as relações com os fiéis forem comprovadas, o casal pode ser indiciado por violação sexual mediante fraude. Pastor e mulher permanecem detidos na unidade prisional de Edeia.

fonte:

JBr.

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