Alceu quer Câmara acessível a todos

Se um cadeirante for hoje a Câmara conversar com algum vereador, provocará constrangimento em função da falta de acessibilidade do prédio. O edifício não tem elevador e nem rampas. Para resolver o grave problema, Gomes já solicitou estudos técnicos de sua assessoria jurídica. “A falta de acessibilidade em órgãos públicos é um pecado mortal que fere e ofende o cidadão”, desabafou Maria Tereza, moradora do bairro Jardim Oriente.
Para orientar diferentes órgãos públicos, o Ministro do Planejamento mantém em seu site um guia para gestores sobre acessibilidade em prédios públicos. Para facilitar o acesso do cidadão são necessários pisos especiais, sinalização, escadas, elevador e atendimento humanizado.
“Este manual foi idealizado com a intenção de facilitar aos gestores o entendimento da acessibilidade em prédios de uso e propriedade da administração pública”, explica o documento. “Enfoca primordialmente os aspectos que foram considerados imprescindíveis para o atendimento público, considerando a diversidade de usuários, sejam eles cidadãos em busca dos serviços oferecidos, sejam os próprios servidores no cumprimento de seu trabalho”, completa.
Sabendo disso, Alceu já determinou a sua equipe de técnicos um estudo completo para evitar que pessoas com deficiências e idosos tenham qualquer problema para ingressar no prédio da Câmara ou mesmo para falar com os seus representantes. O parlamentar lamenta que o processo seja demorado, porque depende de licitação e mesmo depois de contratada, a empresa tem um prazo de sete meses para concluir o serviço.
“No serviço público deve-se ter em conta, em primeiro lugar, o cidadão e lhe oferecer condições de acesso e uso adequados não só dos serviços prestados, mas também das instalações”, ensina o manual.
