Após suspeita de regalia Papuda deve mostrar registro de visitas a Luiz Estevão
Justiça do Distrito Federal mandou a direção da Papuda entregar em até dez dias um levamento com os registros de entrada e saída de todos os advogados do ex-senador Luiz Estevão desde que ele começou a cumprir pena, em março de 2016. A juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais (VEP), atende a um pedido do Ministério Público, após o órgão alegar que advogados do empresário têm tido acesso a ele em horários “especiais ou diferenciados”.
O MP ainda reportou à Justiça ter recebido a denúncia de que a defesa de Luiz Estevão levava documentação para que ele pudesse despachar assuntos das empresas diretamente do presídio. Ao G1, o adovogado Marcelo Bessa afirmou que há “vários escritórios de advocacia” que prestam serviços ao ex-senador.
“Não há nada de irregular nas visitas, que se restrigem a discutir assuntos jurídicos com Luiz Estevão, na forma que está assegurado pela Constituição Federal e pela Lei de Execução Penal.” No âmbito jurídico, a equipe de advogados alegou que Estevão é parte em “inúmeros processos” e é regularmente intimado a se manifestar.
Para a juíza Leila Cury, no entanto, os fatos relatados pelo MP são pertinentes. Ela mesma relatou ter sido informada por servidores da Papuda de que o trânsito de advogados de Estevão é tão intenso que mobiliza o departamento jurídico da unidade ao ponto de penalizar os outros detentos.
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