Avó e neto mortos a picaretadas pelo avô serão sepultados nesta 2ª

O autor do crime, um homem de 64 anos marido de Tertulia e avô de Davi foi encontrado morto horas depois, no quintal da residência, com sinais de enforcamento

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Os corpos de Tertulia Bezerra da Silva Sousa, 63 anos, e de Davi Correia de Sousa, 13, serão velados nesta segunda-feira (6/4), no Cemitério Parque de Águas Lindas (GO). Avó e neto foram mortos dentro de casa, com golpes de picareta, na madrugada de sexta-feira (3/4), no bairro Jardim Laranjeiras, no Entorno do Distrito Federal.

O velório está previsto para começar às 10h. O sepultamento ocorrerá na sequência, às 11h. As vítimas serão veladas juntas.

O autor do crime, um homem de 64 anos — marido de Tertulia e avô de Davi — foi encontrado morto horas depois, no quintal da residência, com sinais de enforcamento. Dentro da casa, os corpos da idosa e do adolescente foram localizados em cômodos diferentes.

A única sobrevivente da família é Lúcia Carreiro, 43 anos, filha do casal e mãe do adolescente. Ela estava viajando para o Ceará no momento do crime e recebeu a notícia por telefone. O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) como feminicídio e homicídio seguido de suicídio.

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O crime

  • Os corpos foram encontrados por volta das 14h de sexta-feira (3/4) por um dos netos da família, que foi ao local acompanhado de um amigo. Sem conseguir contato com os moradores, o jovem teve a entrada facilitada pelo colega, que pulou o muro e abriu o portão.
  • No quintal, o corpo do autor foi localizado com sinais de enforcamento. Dentro da casa, a idosa foi encontrada em um dos quartos e o adolescente em outro cômodo, ambos com ferimentos na cabeça, segundo a perícia preliminar.
  • A suspeita inicial é de que as vítimas estavam dormindo no momento dos ataques. O horário exato do crime será confirmado após exame necroscópico.
  • Equipes do Samu, da Polícia Civil, da perícia técnica e do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas para atender à ocorrência e realizar a remoção dos corpos.

Sobrevivente da família

Segundo Lúcia, filha do casal, todos viviam no mesmo lote, mas em casas separadas. Ela morava com o filho em um dos imóveis, enquanto os pais residiam na casa ao lado. Muito apegado aos avós, o adolescente ficou sob os cuidados deles enquanto a mãe viajava para o Ceará.

“É muito chocante. Um dia você tem sua família ali, tudo normal, e no outro não tem mais ninguém. Acabaram os cafés da tarde com a minha mãe e a rotina de arrumar meu filho para a escola. Voltei para casa e encontrei um vazio”, declarou.

Dona de casa, Tertulia foi descrita pela filha como uma mulher dedicada ao lar. Já Davi, estudante, gostava de jogar bola e videogame com os primos. Segundo a mãe, ele tinha sonhos para o futuro: na infância, dizia que queria ser policial; mais velho, passou a afirmar que desejava ser jogador de futebol.

Abalada, Lúcia relatou que o pai enfrentava depressão e problemas com o consumo de álcool, o que preocupava a família. “Ele andava bebendo, e minha mãe sempre pedia para ele parar. Mas fazia dois dias que ele não estava bebendo. Todos nós éramos contra a bebida dele”, disse.

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fonte:

Metrópoles

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