Crise do desabastecimento de gás de cozinha não tem data para acabar

Ao contrário do anúncio do GDF de que o abastecimento de gás de cozinha estaria normalizado, a situação ainda é crítica nas revendedoras. Segundo o sindicato da categoria (Sindvargas-DF), a Petrobras está limitando a oferta do produto desde segunda-feira (4/6).

Com isso, os principais fornecedores, como os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, não estão suprindo a demanda do Centro-Oeste. “A situação não tende a normalizar, a não ser que o governo intervenha e a Petrobras mude a postura fornecendo o produto que a população tanto necessita nesse momento”, destacou o Sindvargas, em nota divulgada nesta quarta (6).

Como se não bastasse, a entidade destacou que a refinaria de Paulínia, em São Paulo, entrou em manutenção, o que reduz ainda mais a oferta. “A população vai continuar sofrendo”, alertou o sindicato.

Na segunda (4), o GDF disse que a crise provocada pela greve dos caminhoneiros estava superada no Distrito Federal. Tanto é que desmobilizou o grupo montado para acompanhar os desdobramentos da paralisação dos motoristas nas estradas.

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) também informou na ocasião que estavam sendo distribuídos 30 mil botijões de gás de cozinha no DF diariamente, 10 mil a mais que o consumo médio dos brasilienses. No entanto, há três semanas, a população não encontra o produto nas revendedoras. Enquanto isso, os atravessadores tentam faturar vendendo o botijão por até três vezes o valor normal oferecido nas revendedoras.

fonte:

Metrópoles

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