Dupla ganha Nobel de Economia por estudos na área de contratos

O Prêmio Nobel de Economia de 2016 foi concedido nesta segunda-feira (10) aos economistas Oliver Hart, 68, da Universidade Harvard, e Bengt Holmström, 67, do MIT (Massschusetts Institute of Technology).
A premiação, anunciada em Estocolmo pela Academia Real Sueca de Ciências, foi um reconhecimento pelo trabalho dos dois acadêmicos no desenvolvimento da teoria sobre a importância dos contratos no ambiente corporativo.
A pesquisa do britânico Hart é focada no papel que a estrutura acionária e os arranjos contratuais têm sobre a governança das empresas.
O finlandês Holmström estuda incentivos que movem os agentes no mundo corporativo e seu impacto, por exemplo, em possíveis problemas de liquidez durante crises financeiras.
2015
No ano passado, o escocês Angus Deaton, 69, recebeu o prêmio por seus estudos sobre consumo, pobreza e bem-estar social.
Deaton foi premiado por três pesquisas relacionadas, conduzidas ao longo de sua carreira acadêmica. A primeira, feita nos anos 1980, criou um modelo para estimar a demanda por diferentes tipos de bens, dada a renda dos consumidores.
Com ele, é possível, por exemplo, medir os efeitos de uma elevação ou redução de impostos sobre o consumo pessoal e, então, determinar os grupos sociais mais afetados pela medida.
Conheça a seguir os vencedores do prêmio desde 1969 e onde atuavam à época do prêmio:
2016 – Oliver Hart (Reino Unido) e Bengt Holmström (Finlândia)
2015 – Angus Deaton (EUA)
2014 – Jean Tirole (França)
2013 – Eugene Fama, Robert Shiller e Lars Peter Hansen (todos dos EUA)
2012 – Alvin Roth e Lloyd Shapley (ambos dos EUA)
2011 – Thomas J. Sargent e Christopher A. Sims (ambos dos EUA)
2010 – Christopher Pissarides (Chipre) e Peter Diamond e Dale T. Mortensen (ambos dos EUA)
2009 – Elinor Ostrom e Oliver Williamson (EUA)
2008 – Paul Krugman (EUA)
2007 – Leonid Hurwicz, Eric S. Maskin e Roger B. Myerson (EUA)
2006 – Edmund S. Phelps (EUA)
2005 – Robert J. Aumann (Israel e EUA) e Thomas C. Schelling (EUA)
2004 – Finn E. Kydland (Noruega) e Edward C. Prescott (EUA)
2003 – Robert F. Engle 3º (EUA) e Clive W.J. Granger (Reino Unido)
2002 – Daniel Kahneman (EUA e Israel) e Vernon L. Smith (EUA)
2001 – George A. Akerlof, A. Michael Spence e Joseph E. Stiglitz (EUA)
2000 – James J. Heckman e Daniel L. McFadden (EUA)
1999 – Robert A. Mundell (Canadá)
1998 – Amartya Sen (Índia)
1997 – Robert C. Merton e Myron S. Scholes (EUA)
1996 – James A. Mirrlees (Reino Unido) e William Vickrey (EUA)
1995 – Robert E. Lucas Jr. (EUA)
1994 – John C. Harsanyi (EUA), John F. Nash Jr. (EUA) e Reinhard Selten (Alemanha)
1993 – Robert W. Fogel e Douglass C. North (EUA)
1992 – Gary S. Becker (EUA)
1991 – Ronald H. Coase (Reino Unido)
1990 – Harry M. Markowitz, Merton H. Miller e William F. Sharpe (EUA)
1989 – Trygve Haavelmo (Noruega)
1988 – Maurice Allais (França)
1987 – Robert M. Solow (EUA)
1986 – James M. Buchanan Jr. (EUA)
1985 – Franco Modigliani (EUA)
1984 – Richard Stone (Reino Unido)
1983 – Gerard Debreu (EUA)
1982 – George J. Stigler (EUA)
1981 – James Tobin (EUA)
1980 – Lawrence R. Klein (EUA)
1979 – Theodore W. Schultz (EUA) e Sir Arthur Lewis (Reino Unido)
1978 – Herbert A. Simon (EUA)
1977 – Bertil Ohlin (Suécia) e James E. Meade (Reino Unido)
1976 – Milton Friedman (EUA)
1975 – Leonid Vitaliyevoch Kantorovich (Rússia) e Tjalling C. Koopmans (EUA)
1974 – Gunnar Myrdal (Suécia) e Friedrich August von Hayek (Áustria)
1973 – Wassily Leontief (EUA)
1972 – John R. Hicks (Reino Unido) e Kenneth J. Arrow (EUA)
1971 – Simon Kuznets (EUA)
1970 – Paul A. Samuelson (EUA)
1969 – Ragnar Frisch (Noruega) e Jan Tinbergen (Holanda)
