Educação terá R$ 100 milhões para pagar pecúnias ou benefícios

O secretário de Educação do Distrito Federal, Júlio Gregório, confirmou nesta segunda-feira (3/4) aos professores da rede pública que a pasta contará com até R$ 100 milhões para atender reivindicações da categoria, que está em greve-geral há 20 dias.

Segundo Gregório, estudos realizados pela Educação apontaram ser possível retirar até R$ 100 milhões dos cofres públicos para negociar com os educadores. Quantia, na avaliação do secretário, que poderá ser aplicada no pagamento de pecúnias ou no aumento nos valores dos auxílios-saúde e alimentação, conforme reivindicação da categoria.

Em nota divulgada no fim da tarde, o Governo do Distrito Federal revelou que a informação consta na proposta oficial que será apreciada pelos educadores durante assembleia-geral marcada para as 9h desta terça (4/4). “A proposta inclui o pagamento de pecúnias na ordem de até R$ 100 milhões, até o final do corrente ano, de acordo com a disponibilidade de caixa do Tesouro. O governo espera que a parcela de professores que ainda permanece em greve retorne imediatamente às salas de aula”, diz o texto.

Em greve desde 15/3, os professores pleiteiam ainda reajuste salarial de 18%, melhores condições de trabalho e, principalmente, o pagamento da última parcela do aumento aprovado em 2013. O GDF, no entanto, já descartou a possibilidade de reajustar vencimentos e quitar a dívida do aumento concedido pela gestão anterior.

Enquanto não chegam a um consenso, os professores mantêm a greve considerada ilegal na semana passada. A Justiça também determinou o imediato retorno dos docentes à sala de aula e fixou em R$ 100 mil a multa diária por descumprimento. O GDF, por sua vez, determinou o corte de ponto dos professores efetivos e temporários que não voltarem ao trabalho: o Sinpro tentou, mas ainda não conseguiu reverter essa decisão do governo durante as rodadas de negociações no Palácio do Buriti.

Novas esperanças
A reunião desta segunda-feira (3/4) entre a cúpula do Governo do Distrito Federal e a comissão de negociação do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) trouxe um pouco de esperança para o conjunto dos servidores públicos.

A exemplo do que acontece com a Educação, com a perspectiva de haver recursos para atender parte das reivindicações, o secretário-chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, teria informado aos integrantes do Sinpro que o GDF já contaria com recursos para voltar a negociar com outras categorias.

Além dos professores, policiais civis e agentes do Detran estão entre os vários segmentos que reivindicam aumentos salariais e de benefícios, além do pagamento da última parcela do reajuste aprovado em 2013 (e que é devido a 32 categorias no total).

Segundo a diretora do Sinpro-DF, Rosilene Correa, a informação dada ao sindicato é de que “o governo já separa os recursos para negociar com todos os servidores.” O que foi visto pelo Sinpro, como sinal de boa vontade do governo.

É um sinal de que vale a pena brigar pelo que queremos e permanecer na greve

Rosilene Correa, diretora do Sinpro-DF

Nem a Casa Civil nem a assessoria de imprensa do GDF, no entanto, confirmaram a informação até a última atualização desta reportagem. Júlio Gregório afirmou só poder falar pelos recursos a serem investidos na área de Educação.

Uma nova rodada de negociações entre o Sinpro e o GDF deve acontecer na tarde desta terça: será a terceira desde a semana passada.

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