Escolas públicas terão gestão compartilhada com Secretaria de Cultura

Depois de começar o ano letivo nas escolas públicas com uma parceria entre a Secretaria de Educação e a Polícia Militar, o GDF vai implantar outra novidade nas instituições de ensino: a gestão compartilhada com a Cultura.

A iniciativa será lançada por meio de portaria ainda em maio e deve atender, em um primeiro momento, quatro colégios de ensino fundamental e médio. Eles se tornarão centros de referência no ensino de diferentes tipos de arte – de cinema e música ao desenvolvimento de jogos eletrônicos.

A ideia é usar estruturas públicas já existentes, como o Museu Vivo da Memória Candanga. A instituição abrigará a Escola de Belas Artes, voltada para as artes plásticas. Haverá ainda uma instituição que fará parceria com o Centro de Dança do Distrito Federal. As outras duas unidades estarão centradas nos eixos música, cinema, artes cênicas, fotografia, jogos eletrônicos e literatura.

Serão usados espaços, alguns ociosos, para abrigar os alunos das escolas que participarão da iniciativa. Essas aulas serão ministradas no contraturno. As instituições integrantes da gestão compartilhada passarão a ser de tempo integral, com alimentação e transporte para conduzir os estudantes até o local de educação complementar.

O Museu Vivo da Memória Candanga, no Núcleo Bandeirante, por exemplo, passará por adaptações para receber os estudantes. A Escola de Música, na 602 Sul, entra na parceria com a cessão de instrumentos e de espaço físico.

Em todos os casos, os educadores serão professores da Secretaria de Educação, efetivos ou docentes com contratos temporários. A Secretaria de Cultura entrará com a capacitação dos servidores, locais para as aulas e, em alguns casos, equipamentos.

Os gastos ainda não foram contabilizados, mas consistem em reformas, cursos de aperfeiçoamento, transporte, merenda e profissionais. Os custos serão da Secretaria de Educação. Os alunos não serão obrigados a participar dos programas, que serão facultativos.

Metrópoles teve acesso ao conteúdo do novo programa a ser lançado, e o secretário de Educação do DF, Rafael Parente, confirmou a informação: “As pastas de Educação e de Cultura precisam promover atividades juntas. Uma área fortalece a outra. A educação é essencial para a cultura; e a cultura, essencial para a educação. Não há porque ser diferente”, disse.

A Secretaria de Educação quer implementar as novidades nos próximos meses

Seleção
As instituições públicas que quiserem participar da gestão compartilhada terão de se inscrever em um processo seletivo. Como a logística será levada em consideração, não há como uma escola de Planaltina, por exemplo, ser encaixada em um programa no qual o centro de complementação fica no Guará.

As bibliotecas e as salas de leitura de responsabilidade de ambas as pastas também terão gestão compartilhada. O objetivo é criar e fortalecer uma mesma política de formação de leitores. Na Biblioteca Nacional, por exemplo, as duas secretarias criarão um centro de educação, cultura e inovação na entrada.

O prédio abrigará a primeira escola brasileira voltada completamente para altas habilidades. Além disso, as duas secretarias oferecerão oficinas de contação de histórias e de alfabetização de jovens e adultos. No local, os estudantes superdotados terão aulas de artes e empreendedorismo.

fonte:

Metrópoles