Gama estreia com coleada no Candangão 2019

O Gama estreou de uma forma apoteótica no Candangão de 2019. No último sábado (26), no Bezerrão, a equipe garantiu a goleada sobre o Bolamense com 30 minutos de jogo, em noite brilhante de Tarta e Jefferson Maranhão.

A goleada, nada habitual para uma estreia, não ocorria há um tempo. Até no “auge” do Gama no Candangão, quando disputou a elite do futebol nacional, o alviverde geralmente estreava com resultados apertados e deslanchava no decorrer do campeonato. A última exceção ocorreu em 2003, quando o Gama venceu o Dom Pedro II por 4 a 0, tendo algumas similaridades com a partida diante do Bolamense.

 

O que é goleada?

Acessamos o “Dicionário InFormal” e procuramos o significado de “goleada”. E o que seria uma goleada? De acordo com o site, “é uma vitória por 4 gols ou mais de diferença”, porém, abaixo inclui-se como válido a interpretação de “uma vitória por 4 gols ou mais, com pelo menos três gols de diferença”. Ainda, no meio do futebol, popularizou se colocar o “3 a 0” como goleada.

Considerando todos os conceitos, a última goleada na estreia do Candangão foi o 4 a 1 sobre o Botafogo/DF, em 2013. Tendo ainda de se considerar que, na abertura do Candangão de 2010, o alviverde venceu o Ceilândia em pleno Abadião, por 3 a 0.

Porém, vamos considerar apenas o primeiro conceito, para voltarmos 16 anos no tempo e compararmos as estreias de 2003 e 2019: “uma vitória por 4 gols ou mais de diferença”.

 

Goleada de estreia; Coincidências a parte

No Candangão de 2003, o hoje experiente zagueiro Emerson era uma jovem promessa começando a carreira. Naquele ano, onde o Gama estreou vencendo o Dom Pedro II, por 4 a 0, o zagueiro começou a se consagrar com a camisa alviverde.

Para aquele ano, o Gama apostou em uma mescla entre experiência e juventude. O principal trunfo alviverde? A defesa. O alviverde teve a melhor defesa do Candangão de 2003, sofrendo apenas 11 gols em 15 jogos.

No Bezerrão, o alviverde começou em cima do Dom Pedro II. Rodriguinho, Abimael e Leonardo Manzi (duas vezes), garantiram a goleada com 30 minutos de jogo. Para o segundo tempo, a equipe resolveu tirar o pé e controlar o jogo.

 

Dessa vez com a braçadeira de capitão, o zagueiro Emerson voltou ao Gama para estar em mais uma estreia empolgante.

Assim como em 2003, para esse ano de 2019 o Gama montou um elenco buscando a mescla entre experiência e juventude, que deu certo em 2003. Há 16 anos, o zagueiro Jairo, o volante Deda e o atacante Leonardo Manzi eram as principais referências de experiência do elenco, hoje essa função está a cargo do zagueiro Emerson, o volante Tiago Gaúcho e o atacante Nunes.

Em 2019, o alviverde voltou a investir na defesa. Além de Emerson, foram contratados Samuel, João Paulo, Gustavo, além de Lúcio que, assim como o “Emerson de 2003”, é uma jovem promessa da base do Gama – também mostrando um grande potencial.

O ataque alviverde também não deixava a desejar. Estreante contra o Dom Pedro II, o atacante Leonardo Manzi empolgou com dois gols marcados, assim como Jefferson Maranhão, que estreava oficialmente pelo alviverde e já deixou três contra o Bolamense.

Assim como em 2003, o Gama repetiu o mesmo roteiro na estreia de 2019. Com 30 minutos de jogo, a equipe construiu a goleada e, no segundo tempo, resolveu cadenciar o jogo para garantir a vitória.

 

Acredita em superstição?

Com tantas coincidências, a maior espera é para que Emerson e companhia repitam o triunfo de 2003. O Gama foi campeão invicto, goleando o Brasiliense por 4 a 1 na final.

Em 2019, o alviverde rompe as fronteiras do Distrito Federal em uma quarta-feira à tarde para o duelo da segunda rodada, assim como em 2003. Há 16 anos, o clube foi à Luziânia/GO e venceu os anfitriões por 1 a 0, às 16h de uma quarta à tarde. Agora, o adversário é o Paracatu. Você acredita em superstições? – Fértil Comunicação

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