Homem mata mulher e se suicida em Vicente Pires

Feminicidio em Vicente Pires
Foto: Myke Sena

No dia em que a Polícia Civil lançou o Protocolo de Investigação de Feminicídios, mais um caso ocorreu. Maria Aparecida Ferreira da Silva foi assassinada pelo ex-marido porque ele não aceitava o fim do relacionamento. Ele se matou em seguida. O crime ocorreu por volta das 18h desta quinta-feira (16) na Rua 4, Chácara 33, em Vicente Pires.

Segundo a Polícia Civil, o autor, Lesley Francisco de Freitas, 39, foi até a casa onde os dois moravam antes da separação com a desculpa de pegar alguns pertences. Assim que Lesley entrou, trancou a porta e baleou a vítima. Na sequência, o homem atirou em si mesmo. Segundo a polícia, uma irmã de Lesley disse que o autor avisou que resolveria a situação com a ex-mulher.

O antigo casal, que estava separado há algum tempo, não tinha filhos e brigava constantemente. Foi um vizinho que encontrou a cena do crime e chamou as autoridades. Ele teria ouvido os disparos e foi à residência. Sem resposta, arrombou e conseguiu entrar na casa.

No condomínio, moradores afirmaram estar assustados e se surpreenderam com a situação.

Triste balanço

Desde que o feminicídio começou a ser notificado, em 2015, já ocorreram 19 tentativas e 25 casos consumados no DF, cinco em 2015 e 19, no ano passado. Neste ano, foi registrada apenas uma ocorrência, em Samambaia. O crime só é tipificado quando a mulher é morta devido a sua condição feminina ou para subjugá-la.

O protocolo lançado hoje prevê agilidade nas investigações desse tipo de crime, inclusive quando houver mulheres desaparecidas. Também será aplicado em delitos cometidos contra transgêneros, travestis e transexuais. O DF é a primeira unidade da Federação a incluir os grupos nos casos de violência tipificados dessa forma.

Para a secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar, a medida é um avanço na política de enfrentamento à violência de gênero. “A Polícia Civil não é apenas referência nacional, mas também o ponto de aglutinação entre o sistema de segurança e o de justiça”, enfatiza. O novo modelo será aplicado não apenas em mortes, crimes consumados e atentados, mas também em suicídios.

fonte:

Jornal de Brasilia

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